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Novo Nissan Z na Primavera de 2022. Europa fora dos planos…

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Novo Nissan Z na Primavera de 2022. Europa fora dos planos…

A Nissan escolheu Nova Iorque, justamente o local onde foi apresentado, em 1969, o original Datsun 240Z, para dar a conhecer ao mundo o novo Z. A mais recente interpretação deste emblemático desportivo, que agora dispensa o elemento numérico na respectiva designação comercial, que caracterizou todos os seus seis antecessores, começará a ser vendida nos EUA na Primavera de 2002, e as especificações da variante destinada ao Japão, conhecida como Fairlady Z, serão desvendadas no final deste ano. Certo é que a sétima geração do emblemático desportivo nipónico, com mais de cinco décadas de carreira, e mais de 1,8 milhões de unidades vendidas, não será proposta na Europa, já que, segundo o seu construtor, as rígidas normas ambientais vigentes no Velho Continente não justificam a sua comercialização no mercado europeu, por evidentes condicionantes de rentabilidade.

O que não terá mudado no novo Nissan Z é a estreia ligação que este estabelece com o seu condutor, definida coma uma relação física e visceral, especialmente notória na versão equipada com caixa manual de seis velocidades (também estará disponível, em opção, uma automática de nove relações com patilhas de comando no volante. Nos EUA, o modelo será proposto com dois níveis de equipamento e acabamentos, Sport e Performance, assim como numa edição especial Proto Spec, limitada a 240 exemplares, e caracterizada por contar com pinças de travão amarelas com logótipo “Z, jantes de liga de cor bronze, e bancos em pele exclusivos, com aplicações amarelas e costuras da mesma cor.

Em termos de estilo, subordinado ao tema “tradição com tecnologia moderna”, tanto no exterior como no interior, é evidente que as linhas fluídas da carroçaria, marcadas pelo longo capot, pela curta traseira e por uma silhueta inspirada na do modelo original, não deixam dúvidas quanto à proveniência do modelo. Para a respectiva definição, os designers da Nissan consultaram milhares de proprietários de modelos de anteriores gerações, e efectuaram inúmeros estudos e esboços, acabando o novo Z por ser dominado pelas ópticas dianteiras por LED com dois semi-círculos (evocação do Fairlady 240ZG dos anos de 1970, vendido exclusivamente no Japão); e pelos farolins traseiros por LED de efeito tridimensional, inspirados nos do 300ZX. Na versão Performance, menção para o deflector traseiro, destinado a criar maior downforce, e para o spoiler dianteiro, desenhado tendo em conta o conhecimento obtido com o GT-R na utilização de zonas de pressão negativa.

Quanto ao habitáculo, visa combinar a mais moderna tecnologia com apontamentos evocativos de anteriores gerações do modelo, tendo os designers de interiores da Nissan buscado aconselhamento até junto de pilotos profissionais da marca, para tornar o ambiente mais desportivo e funcional. Por isso, para zona central do tablier, a inspiração proveio dos antecessores do novo Z, aqui se destacando os três mostradores analógicos no topo da mesma (pressão do turbo, regime do turbo e tensão da bateria), o ecrã de 8” do sistema de infoentretenimento e os comandos do sistema de climatização colocados junto à alavanca de comando da caixa de velocidades.

Já a principal informação necessária à tarefa da condução é prestada pelo painel de instrumentos totalmente digital e configurável de 12,3”, com três mostradores redondos e início da redline às 12h00. Novos são, também, o volante de três braços, a alavanca de comando da caixa e os bancos desportivos (inspirados nos do GT-R), com costas revestidas a camurça.

Tendo por base a plataforma do anterior 370Z, o novo Nissan Z é animado por um novo motor 3.0-V6 biturbo, capaz de debitar 400 cv e um binário máximo de 475 Nm/5600 rpm, ou seja, mais 68 cv e mais 30% de binário do que anteriormente, prometendo oferecer uma reposta tão pronta quanto suave. Ao mesmo tempo, e pela primeira vez num Nissan de tracção traseira, a versão de caixa manual, com veio de transmissão em fibra de carbono e sistema de “ponta-tacão” automático (eleva o regime do motor nas reduções) em todos os níveis de equipamento, tem associado um sistema de launch control no nível Performance (de série em todas as variantes de caixa automática, que oferecem, ainda, os modos de funcionamento Normal e Sport).

Para que a sensação ao volante do novo Nissan Z seja digna de um automóvel do seu tempo, porém familiar para quem já tenha conduzido os seus antecessores, os engenheiros da casa japonesa operaram diversos melhoramentos significativos no sistema de refrigeração, no châssis, na suspensão e na direcção. A rigidez torsional aumentada, a nova direcção assistida electronicamente e os pneus dianteiros mais largos garantem passagens em curva 13% mais velozes; a suspensão (por triângulos sobrepostos em alumínio na frente, com nova geometria e ângulo de caster superior, para incrementar a estabilidade em recta) recorre a amortecedores de nova concepção e maior diâmetro (o que reduziu em cerca de 20% a força do amortecimento, para melhorar o desempenho em piso mais irregular); havendo ainda que contar, no nível Performance, com o diferencial traseiro autoblocante mecânico.

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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