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Peugeot 508 GT 1.6 PureTech 225 cv

Artigo
Peugeot 508 GT 1.6 PureTech 225 cv

Visão geral
Marca:

Peugeot

Modelo:

508

Versão:

GT 1.6 PureTech 225 cv

Ano lançamento:

2018

Segmento:

Familiares médios

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.6 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

225/5500

Vel. máx. (km/h):

250

0-100 km/h (s):

7,3

Consumos (l/100 km):

7,1-7,8 (WLTP)

CO2 (g/km):

160-175 (WLTP)

PVP (€):

49 317/55 837 (Unidade testada)

Gostámos

Comportamento de eleição, Motor e prestações, Equipamento, Qualidade geral, Agrado de condução, Estética

A rever

Espaço atrás, Visibilidade traseira, Visualização do painel de instrumentos

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
9.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
7.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
6.0
Se tem pressa...

Se o novo familiar médio da Peugeot já era um dos melhores da classe no plano dinâmico, o 508 GT 1.6 PureTech, a sua variante mais dotada, assume-se como uma das referência incontornáveis neste particular, mesmo que a casa de Sochaux pudesse facilmente, com um pouco mais de ousadia, ter ido ainda mais longe, deixando a concorrência ainda mais para trás…

7.8
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Após o ensaio (saiba tudo aqui ) à versão de acesso da mais recente geração do familiar médio da Peugeot, nada como regressar ao tema avaliando em detalhe o 508 GT 1.6 PureTech 225 cv, tão só a mais dotada variante da gama. Um nível de equipamento e acabamentos só disponível com os mais potentes motores da família, e, como tal, também proposto com a unidade 2.0 BlueHDi de 180 cv, mas sendo o único combinável com o propulso ra gasolina em apreço.

Primeira nota: apesar do tempo decorrido, e do aumento do número de unidades em circulação, o 508 continua a cativar atenções e a deslumbrar por onde quer que passe, e, não raro, a surpreender, pois também continuam a ser muitos os que recusam acreditar tratar-se de um Peugeot. O nível GT tem o mérito adicional de contar com suficientes elementos diferenciadores para garantir um extra de exclusividade e uma pose mais dinâmica, com destaque para as jantes de 19”, mas sendo estes suficientemente discretos para que o modelo nada perca da sua elegância, classe e distinção, como o provam os logótipo GT aplicados nos pilares traseiros, e que só um olhar mais atento permite identificar.

Elegância e distinção é o que não falta ao novo 508, com a versão GT a ganhar um extra de agressividade, em boa parte, por via das atraentes jantes de 19" e cinco braços duplos

Elegância e distinção é o que não falta ao novo 508, com a versão GT a ganhar um extra de agressividade, em boa parte, por via das atraentes jantes de 19″ e cinco braços duplos

No habitáculo, a sensação de bem estar, proporcionada por uma qualidade de construção e materiais de bom nível, comum a todos os 508, é reforçada pelos revestimentos em madeira escura, responsáveis por um toque mais refinado e desportivo. Os bancos em pele e Alcantara conseguem combinar um elevado conforto com um encaixe apreciável, dispondo, de série ou em opção (vide ficha de equipamento em anexo) de regulações eléctricas, memórias e função de massagem.

A atmosfera de pendor vincadamente tecnológico, para a qual contribuem de forma decisiva a consola central inclinada e os preciosos botões tipo teclas de piano do sistema de infoentretenimento, é complementada por um posto de condução muito correcto, em que apenas destoa a visibilidade perfectível do painel de instrumentos de 12,3”, totalmente digital e configurável, por parte dos condutores de menor estatura – provando que, não obstante ser esta a sua melhor versão de sempre, o conhecido conceito i-Cockpit da marca do leão ainda carece de alguma evolução. O espaço habitável é que não pode ser considerado mais do que aceitável, já que, nos lugares traseiros, o acesso é prejudicado pelo arrojo estilístico que ditou uma linha de tejadilho bastante inclinada, e o espaço para as pernas de quem os ocupe só não fica abaixo da média devido à colocação bastante vertical do banco. Menos mal que não é factor que prejudique a qualidade do excelente sistema de som Focal com dez altifalantes, incluído de série no nível GT.

O design vanguardista e o ambiente marcadamente tecnológico ganham, nesta versão, um outro refinamento, em boa parte devido aos revestimentos em madeira escura e aos bancos em Alcantara e pele

O design vanguardista e o ambiente marcadamente tecnológico ganham, nesta versão, um outro refinamento, em boa parte devido aos revestimentos em madeira escura e aos bancos em Alcantara e pele

Neste ponto, há que reconhecer que, exceptuando alguns detalhes, o até aqui exposto é válido tanto para o 508 GT 1.6 PureTech como para qualquer outro membro da família. Pelo que é tempo de apreciar aquilo que, realmente, faz a diferença nesta versão, nomeadamente o seu motor de 1598 cc, com injecção directa e turbocompressor, capaz e disponibilizar uns muito saudáveis 225 cv de potência, e um binário máximo de 300 Nm logo às 3000 rpm.

Tendo o condutor à sua disposição os modos de condução Eco, Normal, Desporto e Manual, mesmo nos dois primeiros, desde logo este pequeno quatro cilindros dá mostras da sua soberba capacidade de resposta, evidenciando um funcionamento suave e progressivo quando o acelerador é tratado com um mínimo de gentileza. Tornando-se ainda mais poderoso no modo desportivo, principalmente quando a tal instado pelo condutor, o que se traduz numa relação imediata e franca com o pedal da direita, e numa invejável linearidade e permanente entrega de potência, sinónimo de óptimas prestações, merecendo destaque especial as recuperações.

Os consumos podem considerar-se bastante aceitáveis a velocidades estabilizadas e moderadas, e quando se pratica uma condução civilizada, tendo em conta o rendimento da unidade motriz e o peso e o porte do veículo. Já uma utilização mais descuidada facilmente leva as médias a aproximarem-se dos 10,0 l/100 km; numa condução mais intensa não é muito difícil superar os 15,0 l/100 km; e, numa utilização próxima dos limites da mecânica, talvez o melhor seja contar com valores da ordem dos 20,0 l/100 km, dependendo do ritmo imposto.

Os consumos variam de modo substancial em função do estilo de condução praticado, mas conseguem ser comedidos numa toada calma, para mais tendo em conta o nível de rendimento do motor

Os consumos variam de modo substancial em função do estilo de condução praticado, mas conseguem ser comedidos numa toada calma, para mais tendo em conta o nível de rendimento do motor

Para o bom desempenho do motor também presta importante contributo a suave e rápida caixa automática de oito velocidades, as mais das vezes senhora de um funcionamente por demais convincente. Já quando se  adoptam toadas de condução mais intensas, tornam-se evidentes algumas hesitações e atrasos na selecção da relação ideal, e do melhor momento para a inserir, na sua maioria solúveis mediante o recurso ao comando manual em sequência oferecido pelas patilhas colocadas no volante.

A par do motor, é a afinação do châssis que melhor distingue esta versão muito especial da berlina gaulesa, também ela beneficiária de uma plataforma que permitiu reduzir em cerca de 70 kg o peso do modelo face ao seu predecessor, o que ajuda a explicar a muito favorável relação peso/potência de 6,31 kg/cv do 508 GT 1.6 Puretech. Tal trunfo, a par de uma evoluída suspensão, aqui dotada de série de amortecimento pilotado, que controla exemplarmente os movimentos da carroçaria, são dois dos principais factores que explicam os muitos e bons moment0os de prazer ao volante de que é possível usufruir quando a intenção é tirar pleno partido do elevado potencial dinâmico disponível.

Como todos os comandos são muito reactivos e bem calibrados, inclusive uma direcção bastante rápida e precisa, que comanda um eixo dianteiro incisivo e acutilante, enfrentar os traçados mais sinuosos com o 508 GT 1.6 PureTech é tarefa bastante grata, até porque o eixo traseiro é muito ágil e confiável, contribuindo para que as reacções às instruções do condutor sejam sempre muito rápidas, mas nem por isso menos honestas ou previsíveis.

O desempenho dinâmico do 508 GT 1.6 PureTecjh está próximo do brilhantismo, sendo apenas de lamentar que a parametrização da electrónica o impeça de usufruir daquele extra de agilidade que permitiria fazer toda a diferença

O desempenho dinâmico do 508 GT 1.6 PureTecjh está próximo do brilhantismo, sendo apenas de lamentar que a parametrização da electrónica o impeça de usufruir daquele extra de agilidade que permitiria fazer toda a diferença

Sem dúvida uma das melhores berlinas de tracção dianteira dos últimos tempos, no que à eficácia diz respeito, e, seguramente, uma das melhores de sempre da história da casa francesa, o 508 só não consegue ir um pouco mais longe, nesta versão mais apimentada, por decisão do seu próprio construtor. É, de facto, pena que a parametrização do sistema definida pela Peugeot não permita inibir o funcionamento do controlo electrónico de estabilidade (apenas é possível, a baixa velocidade, desligar o controlo de tracção, para facilitar os arranques sobre pisos de baixa aderência), decisão que se compreende, quando se atenta na vocação ainda familiar do modelo, mas que não deixa de condicionar a emoção de quem o conduz, retirando-lhe aquele extra de agilidade que podia fazer desta uma proposta ainda mais especial.

Vocação familiar essa que, por outro lado, e não obstante a afinação mais firme da suspensão, e os pneus de baixo perfil, está bem patente na forma soberba como a suspensão supera as irregularidades, absorvendo até as mais notórias praticamente sem que os ocupantes disso se apercebam, inclusive nos modos mais firmes do amortecimento activo. Voltando a provar-se que o 508 oferece, muito provavelmente, a melhor relação eficácia/conforto do segmento do momento.

Mantendo intocados os atributos (re)conhecidos aos seus irmãos de gama, e indelevelmente marcado pelo rendimento do seu motor, pelas boas prestações que este lhe garante, e por um desempenho dinâmico exemplar para a classe, o Peugeot 508 GT 1.6 PureTech 225 cv é, inequivocamente, uma das opções a ter em conta na actualidade por parte de quem procura um familiar médio dotado de uma vincada vertente desportiva. Claro que esse é um atributo que tem que se pagar, e os quase 50 mil euros exigidos pela Peugeot pelo seu novo modelo de topo não são uma verba ao alcance de todos, mesmo que em boa parte justificados pelo completo equipamento de série que está associado a esta verba e, acima de tudo, pelo prazer que é oferecido a quem se sente no melhor lugar a bordo.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Alerta de fadiga do condutor
Pack Safety Plus (inclui: travagem autónoma de emergência com alerta de colisão; alerta de transposição involuntária da faixa de rodagem; sistema alargado de leitura de sinais de trânsito; sistema de monitorização do ângulo morto; sistema de detecção de fadiga do condutor; assistente de máximos)
Capot activo
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranques em subida
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Bancos em pele/Alcantara
Bancos dianteiros com regulação em altura+regulação eléctrica do apoio lombar
Banco rebatível 60/40
Volante em pele perfurda regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência eléctrica variável
Pedaleira em alumínio
Rádio com leitor de mp3+ecrã táctil de 10″+sistema de som Focal com 10 altifalantes+função mirror screen (Apple CarPlay+Android Auto+MirrorLink)+2 tomadas USB dianteiras+2 tomadas USB traseiras
Sistema de navegação
Mãos-livres Bluetooth
Carregamento por indução para smartphones
Peugeot Connect Box (chamada de emergência+assistência permanente)
Acesso+arranque mãos-livres
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Sensores de estacionamento traseiros
Cruise-control +limitador de velocidade
Pack Visibilidade (sensor de chuva+sensor de luz+retrovisor interior electrocromático)
Pack City 1 (Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros; câmara de estacionamento traseira)
Suspensão com amortecimento pilotado
Iluminação interior por LED
Faróis integralmente por LED
Jantes de liga leve de 19″
Roda suplente de emergência
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura metalizada (€590)
Pack eléctrico & massagem (€1550 – inclui: bancos dianteiros aquecidos, com regulação eléctrica de oito vias e massagens)
Sistema de visão nocturna Night Vision Technology (€1200)
Pack City 3 (€700 – inclui: ajuda gráfica e sonora ao estacionamento lateral; assistência activa ao estacionamento; câmaras dianteira+traseira)
Pack Drive Assist Plus+Pack Safety Plus (€480 – inclui: cruise control adaptativo com função stop&go associado ao assistente de manutenção na faixa de rodagem + travagem autónoma de emergência com alerta de colisão/alerta de transposição involuntária da faixa de rodagem/sistema de leitura de sinais de trânsito/sistema de monitorização do ângulo morto/sistema de detecção de fadiga/assistente de máximos)
Portão traseiro com sistema "mãos-livres" (€450)
Tecto de abrir eléctrico panorâmico (€1200)
Alarme volumétrico+perimétrico (€350)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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