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Renault Clio TCe 100 RS Line

Artigo
Renault Clio TCe 100 RS Line

Visão geral
Marca:

Renault

Modelo:

Clio

Versão:

TCe 100 RS Line

Ano lançamento:

2019

Segmento:

Utilitários

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.0

Pot. máx. (cv/rpm):

100/5000

Vel. máx. (km/h):

187

0-100 km/h (s):

11,8

Consumos (l/100 km):

3,7/4,4/5,6 (Extra-urbano/Combinado/Urbano)

CO2 (g/km):

120

PVP (€):

20 816/24 045 (Unidade testada)

Gostámos

Desempenho dinâmico, Consumos, Conforto de marcha, Dotação de segurança, Equipamento de série, Capacidade da mala

A rever

ESP não desligável e demasiado "voluntarioso", Acesso à bagageira, Visibilidade traseira, Prestações medianas

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Qualidade geral
8.0
Interior
7.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
8.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Na sua quinta geração, o utilitário da Renault continua fiel aos seus pergaminhos, e o Clio TCe 100 RS LIne, uma das suas versões mais interessantes comprova-o, comprovando ser esta uma proposta extremamente equilibrada e comercialmente competitiva, com um invejável leque de trunfos e, também, alguns pontos perfectíveis

8.0
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A importância do Clio TCe 100 RS Line que protagoniza o presente teste será bem aquilatada, desde logo, por ser esta uma das versões mais interessantes para o mercado nacional da mais recente geração, a quinta do seu historial, do popular utilitário da Renault – pelo motor que a anima, e por contar com um dos níveis de equipamento mais apetecidos pelos clientes lusos, o de pendor mais desportivo, que para mais adopta uma nova designação. Não esquecendo tratar-se este de um modelo historicamente dos mais vendidos não só no seu segmento, como em absoluto, tanto a nível europeu como, especialmente, em Portugal, e que a marca do losango afirma estar na sua melhor forma de sempre. Vejamos se assim será.

A verdade é que não será pela aparência exterior que tal é particularmente evidente. Não porque as linhas não convençam, apesar de não serem propriamente deslumbrantes, nem por demais originais. Antes pelo contrário. Não obstante todos os painéis da carroçaria serem novos, a própria Renault assume que o design constituiu uma evolução do do modelo anterior, com as alterações operadas a terem como principal objectivo tornar o visual mais actual e dinâmico, mas de molde a que o modelo fosse de imediato reconhecido como um Clio.

Apesar de 85% dos painéis da carroçaria serem novos, o visual do novo Clio apenas evoluiu face à anterior geração, numa opção claramente assumida pela Renault. A versão RS Line confere apelo adicional às linhas exteriores

Apesar de 85% dos painéis da carroçaria serem novos, o visual do novo Clio apenas evoluiu face à anterior geração, numa opção claramente assumida pela Renault. A versão RS Line confere apelo adicional às linhas exteriores

E, nesse particular, nada a apontar: a estética cumpre na plenitude tal desiderato, graças a formas modernas e apelativas, mas de imediato identificáveis com o que são os actuais pressupostos estilísticos da marca do losango e, sobretudo, com o Clio, prevendo-se não se tornarem por demais “casativas” com  o passar do tempo e um elevado número de unidades em circulação. Face ao Clio da anterior, a secção dianteira foi a que mais evoluiu, aqui se destacando elementos como as nervuras no capot, a grelha de maiores dimensões, o pára-choques com abertura central ou as ópticas integralmente por LED, com o célebre formato em “C”. O nível de equipamento RS Line confere-lhe um apelo extra, e mais ainda na unidade testada, que conta com opcionais jantes de 17”, ao invés das 16” incluídas de série.

Face ao seu predecessor, o novo Clio é um pouco mais curto, mais baixo e até possui uma menor distância entre eixos, assim contrariando a tendência do mercado, tendo crescido ligeiramente apenas em largura. Por isso, a habitabilidade, que já não era das mais desafogadas na classe, não sofre grandes alterações, a não ser numa vertente determinante: o mais generoso espaço pernas disponível atrás (ainda assim, aquém dos melhores). Já a mala oferece uma boa capacidade, sendo mesmo das maiores da classe, mas o acesso à mesma acaba por ser prejudicado pelo plano de carga algo elevado.

Mas tal não impede que o interior seja bastante acolhedor, em boa parte devido à boa sensação de qualidade transmitida, por via de soluções como o revestimento macio no topo tablier e na secção superior dos painéis portas, ou da pele que reveste o fole da alavanca de comando da caixa de velocidades, o punho do travão de mão e  o volante. A linha RS Line contribui, naturalmente, de forma decisiva para aumentar o agrado a bordo, por via dos bancos com bom apoio e costuras vermelhas, da pedaleira metálica ou do volante com dimensões e pega quase perfeitas, quase totalmente redondo, contando com uma só muito ligeiramente achatada secção inferior. Por seu turno, as aplicações a imitar fibra carbono na secção inferior do tablier e dos painéis portas reduzem substancialmente, neste nível de equipamento, os plásticos duros, embora estes continuem a existir em locais mais recônditos do habitáculo, sendo prova disso mesmo, e de uma montagem ainda perfectível, alguns desagradáveis ruídos parasitas que se fazem ouvir quando a qualidade do piso se degrada.

No interior, qualidade geral em progresso, decoração moderna e atraente (especialmente no nível RS Line) e um evoluído sistema de infoentretenimento

No interior, qualidade geral em progresso, decoração moderna e atraente (especialmente no nível RS Line) e um evoluído sistema de infoentretenimento

Em compensação, a posição de condução é deveras correcta, apenas havendo a lamentar a visibilidade traseira algo limitada, também não havendo reparos de maior a apontar à ergonomia. Referência obrigatória, ainda, para o painel de instrumentos totalmente digital e configurável, assim como para o sistema de infoentretenimento com ecrã vertical de generosas dimensões, o qual, não obstante o grafismo algo “pueril” de determinados menus, não deixa de ser muito completo, intuitivo e rápido. Nota extra de sofisticação e funcionalidade, os botões do tablier tipo teclas piano, de muito fácil utilização.

Assente na mais recente geração da plataforma CMF-B, com 85% de componentes novos, o Clio TCe 100 RS Line tem no pequeno motor de três cilindros e 999 c um dos seus maiores trunfos, em especial devido à sua frugalidade, sendo muito poupado tanto em estrada aberta, em especial a velocidades estabilizadas e dentro dos limites impostos por lei, como em cidade, quando se adopta uma condução “civilizada”. E consegue sê-lo mesmo tendo acoplada uma caixa de velocidades com apenas cinco relações: até quando se aumenta o ritmo, nunca se revela excessivamente muito guloso, superando, mas não por muito, os 10,0 l/100 km de média numa condução realmente intensiva, ficando abaixo dos 9,0 l/100 km a ritmos mais intensos, mas não nos limites.

Outro dos seus predicados é o funcionamento suave e silencioso abaixo das 3500-4000 rpm, isto é, mal faz sentir a sua presença na maioria das situações de condução típicas de um utilitário, e se, acima deste regime, já se faz ouvir, a sonoridade emitida também numa é excessivamente elevada ou perturbadora. Já quando se faz por extrair do tricilíndrico tudo o que este tem para oferecer, o Clio TCe 100 não se transforma, propriamente, num velocista, mas também não se nega a subir alegremente de regime até perto 6500 rpm, embora as prestações não sejam mais do que aceitáveis, mesmo tendo em conta o rendimento motor e o peso conjunto, ficando, neste particular, aquém da maioria dos seus rivais situados no mesmo patamar de rendimento. Daqui se concluindo que é já necessário um maior empenho, a par de um é recurso frequente à caixa de velocidades precisa e suave, mas não especialmente apreciadora de um manuseamento muito rápido, para usufruir de bons momentos ao volante e honrar a sigla RS Line que esta versão ostenta.

Dinamicamente muito competente em termos de conforto e eficácia, o Clio TCe 100 RS Line padece, contudo, de uma mecânica económica, mas que não faz pelno jus às qualidades do châssis, e de um controlo de tracção e estabilidade demasiado interventivo, o que acaba por condicionar o prazer de condução de uma versão que ostenta a sigla RS Line

Dinamicamente muito competente em termos de conforto e eficácia, o Clio TCe 100 RS Line padece, contudo, de uma mecânica económica, mas que não faz pelno jus às qualidades do châssis, e de um controlo de tracção e estabilidade demasiado interventivo, o que acaba por condicionar o prazer de condução de uma versão que ostenta a sigla RS Line

E é pena que assim seja, já que as qualidades do châssis estão, nitidamente, acima das capacidades da unidade motriz. O desempenho dinâmico é, desde logo, marcado pela óptima capacidade da suspensão para absorver as irregularidades, o que muito contribui para um conforto de nível superior, mesmo com as opcionais jantes de 17” montadas na unidade ensaiada. Com o utilizador a poder optar entre os omdos de condução My Sense, Sport e Eco, cada qual permitindo personalizar  alguns parâmetros, a condução do Clio TCE 100 RS Line é sempre fácil e agradável, pautada por reacções muito honestas e previsíveis, e por um excelente equilíbrio global.

Quando o ritmo aumenta, nomeadamente em traçados mais sinuosos, destaca-se um dos maiores handicaps do Clio TCe 100 no plano dinâmico, para mais numa versão que ostenta a sigla RS Line: o controlo de tracção e estabilidade permanentemente activo. Um dispositivo que condiciona demasiado a emoção ao volante e as próprias qualidades do châssis, já que à mínima perda de tracção intervém sobre o motor, acabando por influenciar excessivamente a toada que se pretende impor, já que a potência disponível está longe de ser a ideal para garantir retomas de velocidade muito céleres…

Na prática, em percursos com curvas mais retorcidas, em que se tente apimentar um pouco a condução, é inevitável que a luz amarela no painel de instrumentos, que ilustra a intervenção da electrónica, esteja sempre a piscar… Para contornar este óbice, a única solução é adoptar trajectórias tão “limpas” quanto possível, o que, ainda assim, não é suficiente para evitar perda de competências numa utilização mais dinâmica, uma vez que a frente até se revela rápida e precisa, os pneus são de boa qualidade, os travões competentes e a direção precisa, directa q.b. e bem assistida.

Tudo somado, seria injusto considerar que o Clio TCe 100 RS Line desilude, Pelo contrário! É, sem dúvida, um utilitário muito equilibrado, capaz de convencer na generalidade dos parâmetros de avaliação, e que só numa utilização mais intensa fica aquém do esperado, em especial quando na traseira está colocado o emblema RS Line, que acaba por elevar as expectativas. Em compensação, o preço é competitivo, e mais ainda quando se atenta no generoso equipamento de série que ao mesmo está associado.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão e reconhecimento de peões e ciclistas
Assistente aos arranques em subida
Assistente activo à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de leitura de sinais de trânsito com alerta de excesso de velocidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Cruise control+limitador de velocidade
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Bancos desportivos RS Line
Banco do condutor regulável  em altura
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante desportivo em pele, regulável em altura+profundidade
Rádio  com leitor mp3+ecrã táctil de 7"+6 altifalantes+tomada USB
Sistema de navegação
Mãos-livres Bluetooth
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Sensores de luz+chuva
Sensores de estacionamento traseiros
Farolins traseiros por LED
Assistente de máximos
Faróis de nevoeiro
Jantes de liga leve de 16"
Kit de reparação de furos
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura metalizada Vermelho Flame (€650)
Bancos em tecido RS Line (opção sem custo)
Pneu sobressalente de emergência (€100)
Sistema Multi-Sense com iluminação ambiente regulável em oito cores (€200)
Pack Vision 360 (€890 – inclui: sensores de estacionamento dianteiros+câmara panorâmica de 360°)
Sistema Easy Link com ecrã táctil de 9,3" (€600)
Jantes de liga leve de 17" (€500)

Qual é a sua reação?
Excelente
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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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