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Renault Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in Intens

Artigo
Renault Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in Intens

Visão geral
Marca:

Renault

Modelo:

Mégane

Versão:

Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in Intens

Ano lançamento:

2020

Segmento:

Familiares compactos

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.6 Híbrido plug-in

Pot. máx. (cv/rpm):

158/5600

Vel. máx. (km/h):

183

0-100 km/h (s):

9,8

Consumos (l/100 km):

1,3 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

32 (Combinado WLTP)

Autonomia eléctrica (km):

50

PVP (€):

37 750/40880 (unidade testada)

Gostámos

Consumos, Suavidade do sistema híbrido em condução moderada, Facilidade de utilização, Comportamento, Conforto de marcha, Habitabilidade

A rever

Prestações modestas, Hesitações da caixa de velocidade, Cabo de carregamento para Wallbox opcional

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Qualidade geral
7.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
9.0
Equipamento
7.0
Garantias
7.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

A nova Renault Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in Intens é a primeira derivação híbrida plug-in do popular familiar compacto da casa de Billancourt. Em breve disponível também na berlina, junta aos atributos (reconhecidos) à gama Mégane, nomeadamente em termos de espaço para passageiros e bagaqem, de segurança, de eficácia dinâmica e de conforto de marcha, as vantagens inerentes ao seu grupo propulsor, deveras focado na economia, como sejam os consumos extremamente comedidos, e mais ainda quando dado o melhor uso à sua capacidade para funcionar em modo totalmente eléctrico, ou a suavidade de funcionamento. O preço, competitivo para a classe, também não é mais do que correcto face a tudo o que é proposto, uma vez que é possível encontrar na gama opções tão ou mais potentes, mas bastante mais acessíveis e melhor equipadas, com o diferencial financeiro entre elas a só ser justificado ao fim de muitos quilómetros percorridos, pelo menos no caso dos clientes particulares, impedidos que estão de usufruir dos benefícios fiscais atribuídos às empresas na aquisição de um automóvel deste género

7.7
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A Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in Intens aqui em análise, a par do Captur animado pela mesma motorização, já ensaiado pela Absolute Motors (saiba mais aqui), representa a entrada da Renault no universo dos híbridos plug-in, depois de mais de uma década em que se assumiu como uma das principais referências europeias no capítulo dos automóveis de propulsão exclusivamente eléctrica. Nesta configuração, o modelo, para já, está disponível apenas no formato carrinha, lacuna que ainda este ano será preenchida com o já anunciado lançamento do Mégane berlina equipado com o mesmo grupo motopropulsor.

Esta constitui, também, a mais recente evolução do popular familiar compacto gaulês, recentemente sujeito a uma actualização de meio de ciclo, que lhe trouxe ligeiros retoques exteriores, o mais evidente dos quais serão as ópticas dianteiras por LED de novo desenho. A que se juntam, nesta variante em concreto, os logótipos específicos E-Tech Plug-in Hybrid aplicados nos pilares centrais e no portão traseiro.

A Renault optou por não fazer alarde da motorização que aninma a nova versão híbrida plug-in da Mégane Sport Tourer, que das demais se distingue, por fora, apenas pelos emblemas específicos aplicados nos pilares centrais e portão traseiro, e pela portinhola de acesso à tomada de carregamento

A Renault optou por não fazer alarde da motorização que aninma a nova versão híbrida plug-in da Mégane Sport Tourer, que das demais se distingue, por fora, apenas pelos emblemas específicos aplicados nos pilares centrais e portão traseiro, e pela portinhola de acesso à tomada de carregamento

Já no interior, as maiores novidades serão o completo e muito legível painel de instrumentos totalmente digital configurável de 10,2”, assim como o ecrã de 7” do revisto sistema de info entretenimento Easy Link, com um grafismo alo pueril, mas igualmente bastante completo e de utilização mais intuitiva do que anteriormente. Como a unidade testada contava com o opcional Pack Tecnologia Híbrido, proposto por €1700, o referido ecrã passa a ser de 9,3”, ao mesmo se juntando o head-up display e a câmara de estacionamento traseira. Aqui merecendo ainda referência o facto de, como é hábito nestes casos, ambos os elementos contarem com informações e funcionalidades específicas, relacionadas com o funcionamento da sua motorização híbrida.

De resto, e ainda no que ao habitáculo diz respeito, o renovado Mégane continua a usufruir dos predicados que já lhe eram reconhecidos, como uma apreciável qualidade de construção (pena que a dos materiais não tenham progredido como seria desejável), um generoso espaço para os ocupantes ou uma bagageira com uma apreciável capacidade, embora, neste caso em concreta, a mesma perca o alçapão existente nas restantes versões, já que é que nessa zona que foi alojada a bateria de alta tensão. Referência, ainda, para o correcto posto de condução, garantido por elementos como os bancos com apreciável apoio lateral, o volante com excelentes dimensões e pega ou uma evoluída ergonomia.

Na Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in, tanto o novo painel de instrumentos totalmente digital de 10,2", como o revisto sistema de infoentretenimento, oferecem funcionalidades específicas relacionadas com a motorização híbrida

Na Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in, tanto o novo painel de instrumentos totalmente digital de 10,2″, como o revisto sistema de infoentretenimento, oferecem funcionalidades específicas relacionadas com a motorização híbrida

Tempo de passar à principal característica distintiva da Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in Intens, o primeiro grupo motopropulsor híbrido plug-in criado pela marca do losango, em que se combinam o motor 1.6 a gasolina atmosférico de ciclo Atkinson, com 91 cv e 144 Nm; uma caixa mecânica de quatro velocidades; um motor eléctrico de tracção, com 67 cv e 205 Nm; e um segundo motor eléctrico, com 34 cv e 50 Nm ” o qual tem por missão servir como gerador/motor de arranque, operar o selector da caixa e garantir a sincronização da velocidade de rotação dos respectivos veios, com carretos de dentes direitos, com a do volante do motor – daí a designação de caixa multimodo para esta solução, por isso capaz de dispensar a embraiagem e os sincronizadores, e de oferecer dezasseis combinações possíveis, entre as quatro relações da caixa e as duas eléctricas. O rendimento combinado traduz-se numa potência anunciada de 141 cv, e num binário máximo que a casa de Billancourt se dispensa de dilvulgar, mas que deverá rondar os 280 Nm.

A alimentar o motor eléctrico de tracção está uma bateria de iões de lítio de origem LG Chem com 9,8 kWh de capacidade (7,5 kWh úteis), para uma autonomia homologada, segundo a norma WLTP, de 50 km em ciclo combinado no modo totalmente eléctrico (disponível até aos 135 km/h). Permitindo o carregador de bordo de 3,7 kW efectuar uma recarga total da mesma em 3h00 numa tomada doméstica ou Wallbox a 3,7 kW/16 A, ou num posto carregamento a 11 kW; em 3h30m numa tomada doméstica a 3,2 kW/14 A; em 5h00 numa tomada doméstica a 2,3 kW/10 A; ou em 6h00 numa tomada doméstica a 1,8 kW/8 A. Pena que, de série, apenas o cabo para ligação a tomadas de corrente domésticas seja fornecido de série…

Estando a bateria totalmente carregada, o sistema de bordo indica uma autonomia de 55 km em modo eléctrico, cabendo, a partir daí, ao condutor selecionar, através do sistema Multi-Sense, o modo de condução que melhor se adequa às suas necessidades e pretensões: MySense (personalizado), Sport ou Pure (totalmente eléctrico). Este último pode, não só, ser, a qualquer momento (assim a carga da bateria o permita…), directamente seleccionado através do botão de atalho dedicado EV, existente na consola central, como oferece, a par do MySense, uma funcionalidade adicional, denominada E-Save e destinada a preservar, pelo menos, 50% da carga da bateria para posterior utilização.

O funcionamento linear e progressivo, e a extrema economia quando feito bom uso da sua vertente eléctrica, são dois dos principais atributos do novo grupo motopropulsor híbrido plug-in, com um motor a gasolina e dois motores eléctricos, da Renault

O funcionamento linear e progressivo, e a extrema economia quando feito bom uso da sua vertente eléctrica, são dois dos principais atributos do novo grupo motopropulsor híbrido plug-in, com um motor a gasolina e dois motores eléctricos, da Renault

Face ao Captur E-Tech Hybrid Plug-in, não obstante fazer uso da mesma mecânica, e até ser cerca de 40 kg mais pesada do que este, a Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in anuncia mais 10 km/h de velocidade máxima e menos 0,3 segundos nos 0-100 km/h, dados que a prática acaba por confirmar, com a carrinha a ser alguns décimos mais célere do que o SUV em todas as acelerações e recuperações medidas. Os consumos também são em tudo idênticos, acabando as diferenças por ser absolutamente desprezíveis: na primeira centena de quilómetros, e com a bateria totalmente carregada, 3,1 l/100 km em estrada, 5,1 l/100 em auto-estrada e 3,3 l/100 km em cidade; com a bateria já nos mínimos, os valores obtidos rondam os 6,0 l/100 km em estrada, os 7,5 l/100 km em auto-estrada e os 6,5 l/100 km em cidade.

Estes últimos registos devem-se, por um lado, à elevada eficiência térmica do motor de combustão interna e, principalmente, ao facto de a bateria nunca esgotar a respectiva capacidade, e receber carga em permanência por via da regeneração de energia em desaceleração e travagem. Por isso, mesmo quando, em teoria, a autonomia eléctrica já terminou, continuam a existir inúmeras situações, nomeadamente no início dos arranques e em circulação a baixa velocidade, em que o veículo é total ou parcialmente movido apenas pelo motor eléctrico. Podendo tudo isto ser potenciado, em particular em meio urbano, através de uma condução ainda mais cuidada, antecipando as desacelerações para incrementar a regeneração energética, e utilizando o modo “B” da transmissão, recurso que facilmente levará o modelo a percorrer mais de 60 km no modo 100% eléctrico em percurso citadino.

Confirmada a eficácia da Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in em termos de economia, especialmente quando conduzida da forma para que foi concebida, importa, igualmente, conhecer o seu desempenho noutras vertentes da respectiva utilização. E não são precisos muitos quilómetros para perceber que, ao contrário do que tantas vezes sucede com os híbridos plug-in, aqui, a resposta ao acelerador, ainda que um pouco mais lesta no modo Sport (em que o motor de combustão interna está sempre ligado), nunca é por demais intensa, mas sempre muito linear e progressiva, confirmando que a frugalidade foi o objectivo principal desta motorização, a que se juntam passagens de caixa praticamente imperceptíveis quando numa condução calma e moderada.

Dinamicamente, o extremo conforto e a elevada competência continuam a fazer parte do leque de trunfos da carrinha familiar compacta da marca do losango, mesmo nesta sua primeira derivação híbrida plug-in

Dinamicamente, o extremo conforto e a elevada competência continuam a fazer parte do leque de trunfos da carrinha familiar compacta da marca do losango, mesmo nesta sua primeira derivação híbrida plug-in

O reverso da medalha é que, independentemente do modo de condução seleccionado, e mais ainda quando a opção não recai sobre o Sport, sempre que o pedal da direita é pressionado de forma mais vigorosa, são notórios as hesitações e o atraso da mecânica em fornecer a resposta adequada, o que acaba por condicionar o agrado de utilização, sobretudo quando se imprimem ritmos mais dinâmicos. Menos mal que, porventura devido ao mais competente isolamento acústico do habitáculo, o ruído do motor a gasolina a alto regime, domínio em que estre está longe de ser uma referência, é, neste caso, menos notório do que na versão homóloga do Captur.

O desempenho dinâmico, esse, não merece reparos de maior, que não sejam as distâncias de travagem um pouco mais longas do que noutras versões da Mégane Sport Tourer, situação a que não será alheio um aumento do peso da ordem dos 200 kg, imposto, sobretudo, pela bateria de alta tensão. De resto, e até por contar com suspensão traseira independente, do tipo multilink, a Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in faz alarde que de um conforto de marcha de nível superior, quer de um comportamento extremamente são e eficaz, mesmo que, em solicitações mais extremas, se sinta maior intervenção do controlo de estabilidade, devido à diferente repartição do peso e consequentes dificuldades acrescidas na gestão das transferências de massa mais intensas. Ainda assim, nada que coloque problemas de maior em termos de controlo, ou reduza especialmente o prazer ao volante, mais a mais tratando-se esta de uma carrinha familiar de vocação assumidamente “ambientalista”.

Tudo somado, há que reconhecer que a Mégane Sport Tourer E-Tech Hybrid Plug-in Intens cumpre com brio aquilo a que se propõe, por o facto de ser um pouco menos envolvente do que as versões térmicas da família, numa utilização mais aguerrida, acaba por ser mais “feitio” do que “defeito”. A versão em causa é a intermédia da gama em termos de equipamento, nitidamente orientada para o conforto e o bem estar a bordo, para o que conta com um apreciável recheio, nomeadamente em termos de sistemas avançados de assistência à condução. O preço de €37 750, não sendo de saldo, acaba por aceitar-se devido à forma como se ajusta aquilo que o modelo oferece, mas é imperioso fazer notar ser possível encontrar na gama Mégane opções tão ou mais potentes, mas muito mais bratas e, até, melhor equipadas, o que faze com que a diferença de preço entre si só se “rentabilize” ao fim de muitos quilómetros percorridos, isto no que aos particulares diz respeito, por não poderem dispor dos benefícios fiscais de que as empresas usufruem na aquisição de um veículo com estas características.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão frontal e detecção de peões
Sistema de leitura de sinais de trânsito com assistente de velocidade
Alerta de fadiga do condutor
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranque em subida
Travão de estacionamento eléctrico
Cruise control+limitador de velocidade
Selector de modos de condução Multi-Sense
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Banco do condutor com regulação em altura+apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele multifunções regulável em altura+profundidade
Direcção com assistência eléctrica variável
Painel de instrumentos digital de 10,2"
Sistema de infoentretenimento Easy Link com rádio digital DAB/leitor de mp3+ecrã táctil 7"+tomadas 2xUSB/Aux+2xUSB traseiras
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Vidros eléctricos FR+TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Iluminação ambiente por LED
Acesso+arranque sem chave
Sensores de luz+chuva
Iluminação exterior integralmente por LED
Faróis de nevoeiro com função de curva
Assistente de máximos
Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 16"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos
Cabo de carregamento doméstico 8A/10A

Pintura metalizada (€530)
Pack Parking (€700 – inclui: sistema de monitorização do ângulo morto+sistema de auxílio ao estacionamento com alerta de obstáculo traseiro)
Pack Tecnologia Híbrido (€1700 – inclui: ecrã táctil de 9,3" para sistema de infoentretenimento+head-up display+câmara de marcha-atrás)
Jantes em liga de 18" (€600)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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