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Renault Scénic TCe 140 Bose Edition

Artigo
Renault Scénic TCe 140 Bose Edition

Visão geral
Marca:

Renault

Modelo:

Scénic

Versão:

TCe 140 Bose Edition

Ano lançamento:

2019

Segmento:

Monovolumes

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.3 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

140/5000

Vel. máx. (km/h):

201

0-100 km/h (s):

10,4

Consumos (l/100 km):

6,7-6,8 (Ciclo completo WLTP)

CO2 (g/km):

151-154 (WLTP)

PVP (€):

€33 420/€35 750 (Unidade testada)

Gostámos

Versatilidade, Motor suave e competente, Conforto, Agrado de condução, Equipamento, Estética apelativa

A rever

Sistemas avançados de assistência ao condutor opcionais

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Qualidade geral
8.0
Interior
9.0
Segurança
7.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

Não há muito o que apontar ao novo Renault Scénic TCe 140 Bose Edition, um monovolume compacto exemplar, que cumpre na íntegra o que dele se espera, mesmo que este seja um segmento que tem vindo a perder progressivamente preponderância para os "omnipresentes" SUV…

7.8
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O lançamento da renovada gama Scénic/Grand Scénic coincidiu de forma feliz com a redefinição do método de classificação das classes de portagens em Portugal, e daí o redobrado interesse de uma análise detalhada ao Scénic TCe 140 Bose Edition protagonista deste ensaio, uma das versões do seu monovolume compacto em que a Renault mais aposta no nosso país. Reforçado, ainda, por se tratar de um modelo que, até aqui, não era proposto entre nós (a família apenas estava representada em território luso pelo Grand Scénic), dado que só agora passou a ser considerado Classe 1, desde que associado à Via Verde.

Uma lacuna tanto mais notória quanto ser a marca francesa uma das que maiores pergaminhos possui neste domínio, não faltando, mesmo, quem a considere a maior especialista europeia na matéria: depois do pioneirismo granjeado com o arrojo de lançar a Espace original, em 1984, voltou a inovar, em 1996, com o primeiro Scénic. Entretanto, os movolumes foram, progressivamente, perdendo protagonismo para os “incontornáveis” SUV, mas, ainda assim, a Renault acredita firmemente ter o Scénic argumentos para vingar comercialmente, até porque, de alguma forma, não deixa de aflorar o chamado “segmento da moda”.

Algo que é especialmente notório no plano estético. Embora dispensando o Scénic qualquer ambição de rolar por outros terrenos que não o asfalto, o facto é que a Renault soube conferir-lhe um visual dinâmico e robusto, que não só é francamente apelativo, como, de algum modo, o aparenta com o de um SUV. Marcado pelas jantes de 20”, exibe ainda aqueles elementos estilísticos que de imediato identificam o modelo como um Renault contemporâneo.

Com proporções equilibradas, e formas dinâmicas e robustas, a aparência exterior do renovado Scénic é particularmente feliz, aproximando-se. até, do universo dos SUV

Com proporções equilibradas, e formas dinâmicas e robustas, a aparência exterior do renovado Scénic é particularmente feliz, aproximando-se. até, do universo dos SUV

Já o interior é o capítulo em que o Scénic mais se destaca e impõe face a qualquer presumível rival, desde logo porque, para a classe em que se insere, a qualidade de construção é merecedora de elogios, ao passou que a ergonomia não merece reparos e o design evoluído contribui decisivamente para tornar o ambiente a bordo deveras acolhedor. Uma nota, ainda, para o posto de condução muito correcto e envolvente, elevado, mas não excessivamente (mais baixo, até, do que o esperado e habitual numa proposta deste género), com os bancos dianteiros a oferecerem um apreciável encaixe, e o condutor a beneficiar da óptima colocação da alavanca de comando da caixa de velocidades, e de um banco com apoio de pernas extensível e função de massagens, o que é sempre bem vindo, e mais ainda nas deslocações mais longas.

Ainda assim, é no capítulo da funcionalidade que se encontram os seus maiores e melhores atributos: bancos traseiros com regulação longitudinal e rebatimento, individual ou em conjunto, num só movimento (mediante uma alavanca, ou através dos botões colocados para o efeito no painel interior bagageira); banco do passageiro rebatível, para poder servir como mesa; mesas rebatíveis montadas nas costas dos bancos dianteiros; alçapões no piso junto aos bancos dianteiros e laterais traseiros; consola central deslizante com espaço de arrumação, compartimento sob o apoio de braços e suportes para copos; enorme gaveta no lugar do tradicional porta-luvas. Para se ter uma noção do potencial do Scénic neste particular, bastará referir que, no habitáculo, os espaços de arrumação disponíveis somam nada menos do que 60 litros, havendo a isto que somar uma bagageira cujo piso pode ser colocado em dois planos, e oferece uma capacidade de 572 litros na sua versão mais “reduzida”, podendo chegar aos 720 litros mantendo todos os cinco lugares montados, bastando, para tal, colocar os bancos traseiros na sua posição mais avançada.

A versatilidade é um trunfo decisivo do Scénic. Por exemplo, os três bancos individuais traseiros oferecem regulação longitudinal e podem ser rebatidos a partir da bagageira

A versatilidade é um trunfo decisivo do Scénic. Por exemplo, os três bancos individuais traseiros oferecem regulação longitudinal e podem ser rebatidos a partir da bagageira

Não restando dúvidas quanto aos trunfos do renovado Scénic em termos de versatilidade, é tempo de avaliar as suas capacidades dinâmicas. Neste particular, no caso da versão em apreço, elemento fundamental é o pequeno motor 1.3 turbo de 140 cv, desenvolvido em parceria com a Daimler, uma unidade que prima, desde o primeiro momento, pelo funcionamento refinado e suave, e pela boa capacidade de resposta mesmo nos regimes mais baixos, fruto de um binário de 240 Nm disponível logo a partir das 1600 rpm.

A partir daqui, sobe de regime de forma decidida e linear até às 5500 rpm, o que significa que, mantendo o propulsor entre as 2500/3000 rpm e este valor, até é possível desfrutar de alguma emoção ao volante, com o Scénic TCe 140 Bose Edition a despachar-se bastante bem na esmagadora maioria das situações. Provam-no as boas prestações, ainda que, quando se viaja com máxima lotação de passageiros e/ou carga, para se obterem recuperações céleres seja já necessário maior recurso à caixa de velocidades. Outro facto a ter em conta é este motor pouco se fazer notar a quem segue a bordo, a não ser acima das 4500 rpm, motor pouco se faz notar habitáculo efetivamente pouco ruidoso, elogios para trabalho realizado insonorização.

O motor 1.3 turbo de 140 cv cumpre com brio a sua missão: refinado, suave e silencioso, responde de forma solícita e linear logo desde os baixos regimes

O motor 1.3 turbo de 140 cv cumpre com brio a sua missão: refinado, suave e silencioso, responde de forma solícita e linear logo desde os baixos regimes

Para este resultado também contribui caixa suave, precisa e suficientemente rápida, e que prima, igualmente, pelo seu escalonamento não excessivamente longo, o que ajuda a não ter que ser constantemente solicitada. Já em termos de consumos, são de nível superior a velocidades estabilizadas e moderadas, e mesmo a ritmos mais intensos tendem a ficar aquém dos 10,0 l/100 km, sendo necessário andar em permanência perto dos limites para se aproximarem dos 12,0 l/100 km. Só em cidade é necessário ter algumas cautelas com o pedal da direita, caso contrário será complicado ficar abaixo dos 8,0 l/100 km.

O desempenho dinâmico é mais um capítulo em que o Scénic TCe 140 Bose Edition brilha e faz jus aos merecidos pergaminhos dos fabricantes franceses, em geral, e da Renault, em particular. Pautado por um compromisso entre eficácia e conforto deveras feliz, mesmo em pisos mais degradados, evidencia um bom controlo dos movimentos da carroçaria, e um reduzido adornar em curva, apesar do centro de gravidade mais elevado, e de um peso superior à tonelada e meia, a que se alia uma bem calibrada direcção.

E, mesmo não sendo possível desligar o controlo electrónico de estabilidade, é possível sentir a traseira a enrolar ligeiramente em curva quando a tal instada, mas só o que a electrónica permite antes de intervir, acabando por incrementar um pouco a agilidade quando se alivia acelerador em apoio, e assim permitindo usufruir de um maior prazer ao volante – especialmente quando se selecciona o modo de condução Sport (estando ainda disponievsi o Comfort, Eco e Perso, este último personalizável a gosto do utilizador). Referência final, neste particular, para as jantes de 20″ revestidas por pneus relativamente estreitos (195), as únicas disponíveis no novo Scénic, solução que contribui para reduzir o consumo e o ruído de rolamento, não se notando condicione a eficácia dinâmica ou o conforto.

Conforto e eficácia, facilidade e prazer de condução: em qualquer circunstância, o Scénic exibe uma eficácia dinâmica digna de registo

Conforto e eficácia, facilidade e prazer de condução: em qualquer circunstância, o Scénic exibe uma eficácia dinâmica digna de registo

De tão competente, não é fácil encontrar verdadeiros defeitos a este Scénic TCe 140 Bose Edition, até porque o seu posicionamento comercial também não deixa de ser convincente, com esta versão em que a Renault maiores esperanças deposita a combinar um preço competitivo conjugado com um muito completo equipamento de série. O principal reparo acaba, assim, por ir para o facto de alguns sistemas avançados de assistência à condução serem propostos como opção, embora com a vantagem de o serem em pacote e a um preço deveras razoável.

Resta, pois, saber como irá reagir o mercado a um monovolume, por exemplar que seja, numa época em que os monovolumes tendem a cair em desuso. Certo é que, caso o novo Sécnic não vingue, seguramente que não será por falta de mérito.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão+detecção de peões
Alerta de fadiga do condutor
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Sistema de auxílio aos arranques em subida
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo TFT a cores de 7″
Head-up display
Bancos dianteiros com regulação em altura/lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Consola central deslizante
Gavetas sob os bancos dianteiros+traseiros
Volante multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Rádio com leitor de CD/mp3+ecrã táctil de 8,7″+sistema de som Bose+tomadas USB/Aux
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Direcção com assistência eléctrica variável
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Retrovisor interior electrocromático
Cruise control+limitador de velocidade com leitura de sinais de trânsito
Sensores de estacionamento dianteiros+traseiros
Câmara de estacionamento traseira
Sensores de luz/chuva
Assistente de máximos
Luzes diurnas por LED
Faróis de nevoeiro com iluminação de curva
Jantes de liga leve de 20″
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de pneus

Pintura metalizada bitonal (€750)
Faróis por LED Pure Vision (€800)
Pack Safety (€680 – inclui: alerta de distância de segurança; cruise control adaptativo; assistência  à manutenção na faixa de rodagem)
Pneu sobressalente de emergência (€100)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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