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Suzuki Swift 1.2 Mild Hybrid 2WD GLX

Artigo
Suzuki Swift 1.2 Mild Hybrid 2WD GLX

Visão geral
Marca:

Suzuki

Modelo:

Swift

Versão:

1.2 Mild Hybrid 2WD GLX

Ano lançamento:

2017

Segmento:

Utilitários

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.2

Pot. máx. (cv/rpm):

90/6000

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

11,9

Consumos (l/100 km):

5,0 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

113 (Combinado WLTP)

PVP (€):

16 982/17 332 (unidade testada)

Gostámos

Motor vivo e solícito, Consumos, Comportamento ágil, Direcção, Habitabilidade, Posicionamento comercial

A rever

Qualidade de materiais, Pormenores de ergonomia, Quinta velocidade excessivamente longa

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Qualidade geral
7.0
Interior
7.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
8.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Versão mais equipada da respectiva gama, o Suzuki Swift 1.2 Mild Hybrid 2WD GLX é um utilitário que oferece bastante mais do que aquilo que os seus atributos teóricos fariam prever. Em boa parte devido ao seu solícito motor, capaz de imprimir um supreendente dinamismo à condução, a que há que juntar uma construção robusta, uma habitabilidade generosa e uma apreciável economia, na utilização como na aquisição

7.8
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O Suzuki Swift 1.2 Mild Hybrid 2WD GLX protagonista deste ensaio está longe de ser uma novidade, contando até com algum tempo no mercado. Mas, numa época em que a electrificação está na ordem do dia, vale a pena conhecer mais de perto o utilitário japonês, animado que é por um motor dotado de uma solução mild hybrid, pelo seu construtor baptizada como SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki).

Nesta sua terceira geração, o Swift assume formas que o identificam de imediato como tal, e como uma criação da Suzuki. Globalmente, a aparência exterior agrada, sem deslumbrar, porventura porque a secção dianteira exibe um ar pouco antiquado e algo dissonantes com as restantes linhas do veículo.

Sem deslumbrarem, as linhas do Swift são actuais e agradam, mesmo que a secção diantera seja um pouco mais clássica do que as restantes linhas da carroçaria

Sem deslumbrarem, as linhas do Swift são actuais e agradam, mesmo que a secção diantera seja um pouco mais clássica do que as restantes linhas da carroçaria

O interior adopta uma decoração moderna e cativante, ainda que bastante sóbria, mas é pena que a esmagadora maioria dos materiais utilizados sejam plásticos duros, o que não ajudar a tornar a atmosfera a bordo a mais acolhedora – menos mal que o rigor da montagem e perfeição dos acabamentos, a fazerem jus aos pergaminhos da Suzuki neste particular, garante um ambiente praticamente desprovido de ruídos parasitas. Digna de referência é, igualmente, a muito interessante habitabilidade, inclusive no que ao espaço para pernas traseiro diz respeito, ao passo que a capacidade da mala não é mais do que mediana para o segmento.

Bastante correcta é a posição de condução, para o que contribuem de modo importante os bancos, já com algum apoio lateral (o do condutor regulável em altura) e o volante com dimensões e pega convincentes (e regulável em altura e profundidade). O sistema de infoentretenimento, com ecrã táctil 7”, inclui tudo o que se exige a este nível, oferece uma operação intuitiva e um grafismo atraente, se bem que algumas funções nem sempre sejam fáceis de operar, especialmente durante a condução, devido à reduzida área que às mesmas é destinada e sua colocação nos limites do ecrã.

A qualidade da montagem e dos acabamentos é de nível superior, mas todos os plásticos utilizados no habitáculo são duros, o que é pena…

A qualidade da montagem e dos acabamentos é de nível superior, mas todos os plásticos utilizados no habitáculo são duros, o que é pena…

Definitivamente marcante no Swift 1.2 Mild Hybrid é o seu motor de quatro cilindros e 1,2 litros, já conhecido, por exemplo, do pequeno Ignis. Não tanto pelo rendimento que oferece: uns aceitáveis 90 cv/6000 rpm e 120 Nm/4400 rpm, valores que, à partida, não deixariam antever mais do que um desempenho dinâmico aceitável. Mas sendo a unidade motriz dotado de um alternador/motor de arranque integrado, accionado por correia, capaz de auxiliar o motor térmico nos arranques com uma potência extra de 4 cv, e de alimentar os componentes eléctricos do veículo quando a função start/stop está activida, além de aproveitar a energia em desaceleração e travagem para carregar a pequena bateria de iões de lítio com 3 kWh de capacidade.

Só que, na prática, este é um utilitário bem mais apelativo do que aquilo que se poderia prever no “papel”. Associado a uma caixa manual de cinco velocidades rápida, suave e precisa, mas em que o escalonamento propositadamente muito desmultiplicado da quinta relação obriga a um recurso mais frequente à mesma sempre que as condições do percurso impliquem maiores variações de velocidade, o motor começa por convencer pela sua frugalidade, mormente em estrada e auto-estrada.

Aliás, mesmo em cidade é relativamente fácil registar médias de consumo abaixo dos 6,5 l/100 km sem esforço ou condicionantes de maior em termos de condução, o que não deixa de ser assinalável. Pelo que, para que o gasto de gasolina supere os 7,0 l/100 km de média, é necessário que o ritmo imposto seja efectivamente intenso, e que se role permanentemente nos limites para que se registem médias na casa dos 9,0 l/100 km.

O motor vivo e o châssis equilibrado fazem tornam a condução do Swift 1.2 Mild Hybrid muito fácil e agradável, em especial em meio urbano e suburbano

O motor vivo e o châssis equilibrado fazem tornam a condução do Swift 1.2 Mild Hybrid muito fácil e agradável, em especial em meio urbano e suburbano

O melhor de tudo é que não é somente no capítulo da economia que este motor convence. Se bem que os 90 cv não façam deste Swift um velocista, nem este motor prime por um silêncio de funcionamento referencial (ainda que o apreciável isolamento acústico, para uma proposta deste género, tenda a atenuar tal característica), um dos seus melhores atributos será a sua vivacidade, a forma solícita, decidida e rápida como sobe de regime até à red line, permitindo praticar uma condução apreciavelmente dinâmica, em especial em circuito urbano e suburbano, em que se mostra deveras despachado, e também não comprometendo em tiradas mais longas.

A isto há que aliar um desempenho dinâmico não menos convincente, em que se conjugam um conforto de marcha aceitável, apenas ensombrado por uma certa firmeza do amortecimento, que torna as irregularidades do piso mais sensíveis do que o ideal (sobretudo para quem viaja atrás, devido a uma suspensão posterior por eixo semi-rígido) com um comportamento honesto, previsível e bastante ágil, que faz deste, em conjunto com uma bem afinada e assistida direcção, um automóvel muito fácil e agradável de conduzir. E até divertido, para os mais ousados, tanto mais que o controlo de estabilidade pode ser totalmente desligado, ainda que, por oposição, e como acontece com outras propostas da marca, o alerta de colisão dianteira actue, amiúde, de forma prematura e alarmista.

Por fim, o Swift 1.2 Mild Hybrid 2WD GLX destaca-se, também, nesta versão de topo, pelo seu competitivo posicionamento comercial. Com um preço de tabela de €18 982, pode ser adquirido, na prática, por €16 982, graças à campanha comercial que a filial portuguesa da Suzuki tem em vigor para o modelo, podendo, mesmo, o seu preço ficar por €15 982 para quem optar pelo financiamento da marca. Ao que se junta um equipamento de série extremamente interessante, inclusivamente no que concerne aos sistemas avançados de assistência à condução.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema de travagem de emergência em cidade
Assistente aos arranques em subida
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Alerta de fadiga do condutor
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Cruise-control adaptativo+limitador de velocidade
Bancos do condutor regulável em altura
Bancos dianteiros aquecidos
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Vidros traseiros escurecidos
Auto-rádio+ecrã táctil de 7″+entradas USB/Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Comandos por voz
Sistema de navegação
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Faróis por LED
Faróis de nevoeiro
Assistente de máximos
Sensor de luz
Câmara de estacionamento traseira
Jantes de liga leve de 16”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de pneus

Pintura metalizada (€350)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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