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Suzuki Swift Sport 1.4T Hybrid 48V

Artigo
Suzuki Swift Sport 1.4T Hybrid 48V

Visão geral
Marca:

Suzuki

Modelo:

Swift

Versão:

Sport 1.4T Hybrid 48V

Ano lançamento:

2020

Segmento:

Utilitários

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.4

Pot. máx. (cv/rpm):

129/5500

Vel. máx. (km/h):

210

0-100 km/h (s):

9,1

Consumos (l/100 km):

5,6 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

127 (Combinado WLTP)

PVP (€):

26 489

Gostámos

Agrado de condução, Prestações e consumos, Preço competitivo, Equipamento, Conforto de marcha

A rever

Atitude pouco desportiva, Habitabilidade, Capacidade da mala

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Qualidade geral
7.0
Interior
6.0
Segurança
7.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
8.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
7.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

Dando continuidade à electrificação da sua oferta, em bom tempo a Suzuki decidiu introduzir uma motorização com tecnologia mild hybrid na mais dotada variante do seu utilitário: sem nada perder para o seu antecessor em termos de prestações, agrado de condução ou eficácia dinâmica, o renovado Swift Sport 1.4T Hybrid 48V oferece uma economia de utilização bem mais convincente, a que se aliam um preço competitivo e um generoso equipamento de série. De resto, nas mais variadas áreas, os seus argumentos mantêm-se inalterados, sejam os mais meritórios, como aqueles que já mereciam uma actualização, mas sem que tal impeça que esta seja uma proposta a ter em conta na sua categoria

7.5
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Com o recentemente renovado Swift Sport 1.4T Hybrid 48V, a Suzuki não só dá seguimento ao plano de electrificação da sua gama, como introduz no mercado a primeira proposta destinada a este segmento dotada de tecnologia micro-híbrida. Solução que, no caso em apreço, não só permitiu melhorar a performance ambiental do modelo, como não condiciona as respectivas prestações face à anterior versão animada por um motor exclusivamente térmico.

Aliás, saliente-se, a propósito, que pouco mais distingue o “novo” Swift Sport do anterior do que a sua motorização. As linhas exteriores, sem deslumbrarem, não deixam de ser agradáveis: tipicamente Suzuki, e tipicamente Swift, beneficiam das jantes em liga revestidas por pneus relativamente largos, dos apêndices aerodinâmicos específicos desta variante e das ponteiras de escape colocadas nos extremos do pára-choques traseiro para usufruírem de algum músculo e de um toque extra de dinamismo.

Como a introdução da motorização 1.3 "electrificada" foi a grande alteração sofrida pelo renovado Suzuki Swift Sport 1.4T Hybrid 48V, pouco mais há que o distinga da versão anterior, animada por um motor exclusivamente térmico

Como a introdução da motorização 1.3 “electrificada” foi a grande alteração sofrida pelo renovado Suzuki Swift Sport 1.4T Hybrid 48V, pouco mais há que o distinga da versão anterior, animada por um motor exclusivamente térmico

O interior também não apresenta diferenças de maior, que não sejam as informações relativas ao funcionamento do sistema híbrido exibidas pelo ecrã a cores colocado no clássico painel de instrumentos analógico, mas muito legível. A construção é robusta, os acabamentos são razoáveis, mas os materiais utilizados não são mais do que aceitáveis, acabando por identificar-se mais ruídos parasitas do que o desejado, tanto mais audíveis quanto menor fora a qualidade do asfalto sobre o qual se circule.

Quanto à habitabilidade, é interessante em altura e comprimento, mas escassa em largura, para além de que a capacidade da bagageira não é mais do que mediana, ficando-se pelos 265 litros, ampliáveis até 947 litros quando totalmente rebatio o banco traseiro. O sistema de infoentretenimento também está já algo datado, seja pelo grafismo antiquado como pela pouco intuitiva interace, que não facilita a respectiva utilização durante a condução, pese embora seja um facto de que inclui tudo o considerado essencial a este nível. Por seu turno, o posto de condução, mesmo que não especialmente envolvente, e mais elevado do que o habitual num utilitário, e do que o desejável num veículo de postura mais dinâmica, não deixa de ser correcto, com os bancos dianteiros a oferecerem um razoável encaixe, e a maioria dos comandos a revelar-se bem posicionada.

Também no habitáculo não há diferenças de maior a assinalar: posto de condução algo elevado, mas correcto, espaço interessante, embora escasso em largura, e generoso equipamento de série

Também no habitáculo não há diferenças de maior a assinalar: posto de condução algo elevado, mas correcto, espaço interessante, embora escasso em largura, e generoso equipamento de série

É chegado, pois, o momento de passar à análise daquela que é a verdadeira razão de ser da renovação do Swift Sport: a troca do anterior motor a gasolina de 140 cv pela unidade de 1,3 litros e 129 cv “electrificada” – à semelhança do que já havia acontecido, por exemplo, com o S-Cross, a seu tempo ensaiado pela Absolute Motors (saiba mais aqui https://www.absolute-motors.com/suzuki-s-cross-1-4t-boosterjet-mild-hybrid-4wd-allgrip-glx/). Com injecção directa de gasolina, distribuição variável sobre a admissão e turbocompressor, o quatro cilindros de 1373 cc é coadjuvado por um sistema mild hybrid, baptizado pela Suzuki como SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki), assente num sistema eléctrico de 48 Volt e numa pequena bateria de iões de lítio, com 0,38 kWh de capacidade e destinada a armazenar a electricidade gerada através da recuperação de energia em travagem e desaceleração, fornecendo 14 cv e 53 Nm extra em aceleração a baixo e médio regime, mas sem que o rendimento do conjunto supere os anunciados 129 cv e 235 Nm.

Isto porque, na prática, o que sucede é, nas solicitações mais exigentes, o motor térmico ser menos solicitado do que se não contasse com o auxílio do SHVS, o que, naturalmente, se traduz num menor gasto de combustível para níveis equivalentes de performance. Algo que a boa resposta logo desde os baixos regimes confirma, permitindo praticar uma condução calma e descontraída sem exigir excessivo recurso à caixa de velocidades, inclusive em ambiente urbano, ou em percursos com maiores variações de velocidade. Por isso, os consumos são por demais apelativos em estrada e autoestrada, a velocidades legais e minimamente estabilizadas (e mesmo a ritmos mais intensos nunca assustam!), e igualmente interessantes em cidade, tornando evidente, tanto no agrado como na economia de utilização, a importância do sistema micro-hibrido, um precioso auxiliar de um binário máximo constante entre as 2000-3000 rpm.

A dinâmica acaba por ser, efetivamente, o grande atributo do novo Swift Sport 1.4T Hybrid 48V, por via da apreciável solicitude da sua unidade motriz, pautada, ainda, por um funcionamento suave e suficientemente silencioso, com a sonoridade progressivamente mais intensa e audível a partir das 3000 rpm a não ser totalmente desagradável ou excessivamente perturbadora, mesmo que aquém, em termos de “melodia”, do que os mais exigentes gostariam para um modelo que ostenta a sigla Sport na sua designação comercial. Em compensação, garantindo, através de uma caixa de velocidades de comando rápido e preciso, e escalonamento não demasiado longo, que o regime de funcionamento se situa entre as 3000-5000 rpm, é possível manter ritmos vivos em traçados mais sinuosos, até porque é nos baixos e médios regimes que a vertente híbrida mais se faz sentir, o que também explica que não exista grande vantagem em adiar a troca de mudança, e levar o motor até à red line, situada às 6000 rpm, já que, nessa faixa de regimes, o sistema SHVS já não proporciona qualquer auxílio.

A dinâmica continua a ser o principal predicado do mais dotado dos Swift: comportamento eficaz e equilibrado, prestações de bom nível e, agora, uma ainda maior economia de utilização

A dinâmica continua a ser o principal predicado do mais dotado dos Swift: comportamento eficaz e equilibrado, prestações de bom nível e, agora, uma ainda maior economia de utilização

Muito convincente e agradável de conduzir numa toada familiar, e senhor de boas prestações numa utilização mais intensa (nada perdendo, neste particular, para a anterior versão de 140 cv), o novo Swift Sport também beneficia de um desempenho dinâmico muito são, ainda que, na afinação do châssis, a prioridade pareça ter sido o conforto de rolamento, o que significa que não faltará quem considere a suspensão demasiado macia para uma versão Sport, não obstante a mesma contar com barras estabilizadoras mais firmes e amortecedores Monroe específicos, por comparação com os restantes Swift. Não obstante, a direcção rápida e directa, a frente precisa, capaz de lidar bem com os 129 cv disponíveis, sem excessivas perdas de tracção ou subviragem quando se afloram os limites, um elevado equilíbrio geral e o correcto controlo movimentos da carroçaria contribuem para um comportamento bastante eficaz na maioria das situações, sendo, até, possível ganhar um extra de agilidade quando desligado o ESP e, através dos desequilíbrios de massas, se leva a traseira a rodar ligeiramente sobre si mesma.

Tudo somado, merecidos elogios para o bom trabalho levado a cabo pela Suzuki quando do desenvolvimento do renovado Swift Sport 1.4T Hybrid 48V, que, sem perder nenhum dos atributos do seu antecessor, consegue oferecer, agora, uma superior economia de utilização, argumento sempre muito bem vindo. Uma proposta muito equilibrada, que se impõe, ainda, pelo competitivo posicionamento comercial, garantido tanto pelo preço concorrencial como por um completo equipamento de série.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Travagem autónoma de emergência com alerta de colisão dianteira
Assistente activo à manutenção na faixa de rodagem
Alerta de fadiga do condutor
Alerta de tráfego cruzado pela traseira
Assistente aos arranques em subida
Sistema de monitorização do ângulo morto
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Cintos dianteiros com pré-tensores+limitadores de esforço
Fixações Isofix
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Cruise-control adaptativo+limitador de velocidade
Bancos do condutor regulável em altura
Bancos dianteiros aquecidos
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Vidros eléctricos dianteiros+traseiros
Vidros traseiros escurecidos
Acesso+arranque sem chave
Rádio digital/leitor de mp3+ecrã táctil+entradas USB/Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth (telemóvel+áudio)
Comandos por voz
Sistema de navegação
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Ópticas dianteiras e farolins traseiros por LED
Faróis de nevoeiro
Assistente de máximos
Sensor de luz+chuva
Sensores de estacionamento traseiros
Câmara de estacionamento traseira
Jantes de liga leve de 17”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de furos

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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