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Toyota Corolla Touring Sports 2.0 HSD Luxury

Artigo
Toyota Corolla Touring Sports 2.0 HSD Luxury

Visão geral
Marca:

Toyota

Modelo:

Corolla Touring Sports

Versão:

2.0 HSD Luxury

Ano lançamento:

2019

Segmento:

Familiares compactos

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

2.0 Híbrido

Pot. máx. (cv/rpm):

180/6000

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

8,1

Consumos (l/100 km):

5,3 (Combinado)

CO2 (g/km):

119

PVP (€):

41 720

Gostámos

Motorização híbrida eficiente, Consumos, Capacidade da mala, Qualidade geral, Facilidade de condução, Eficácia e conforto dinâmicos, Equipamento

A rever

Equipamento pneumático, Velocidade máxima, Pormenores de ergonomia

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Qualidade geral
8.0
Interior
8.0
Segurança
9.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
9.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
8.0
Equipamento
9.0
Garantias
8.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

Animada pela nova motorização híbrida da Toyota, com 180 cv, a Corolla Touring Sports 2.0 HSD Luxury é uma carrinha familiar extremamente completa e equilibrada, combinando uma qualidade geral de topo com um amplo espaço para passageiros e bagagens, um desempenho dinâmico de nível superior, consumos soberbos e, também, prestações por demais interessantes. Uma das novas referências incontoráveis do segmento!

8.2
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A nova Corolla Touring Sports 2.0 HSD Luxury protagonista deste teste é, indubitavelmente, uma das mais interessantes versões da mais recente geração do compacto da Toyota. E isto porque, a comemorar duas décadas sobre o início da “hibridização” da sua gama, a marca japonesa decidiu passar a propor, não uma, mas duas opções deste género no seu best-seller: a equipada com a conhecida, mas profundamente revista, motorização de 1,8 litros e 122 cv; e a animada pelo novíssimo grupo motopropulsor de 2,0 litros e 180 cv, já avaliado pela Absolute Motors no novo Lexus UX 250h (saiba tudo aqui). Destinando-se a mais dotada aos que, não deixando de ser adeptos da economia e da “ecologia”, também não dispensam ritmos mais acelerados e outra dinâmica ao volante, nem que seja de quando em vez.

Visualmente, o novo Corolla, em todas as suas derivações, e também na carrinha, caracteriza-se por adoptar linhas modernas, e que, de imediato, identificam o modelo como um Toyota, embora sendo, também, excessivamente sóbrias e menos originais e arrojadas do que o desejado pelos mais exigentes nesta matéria. Como não é raro nas criações do maior construtor mundial, pode bem afirmar-se que, não desiludindo, também estarão longe de encantar – não obstante seja, igualmente, justo sublinhar que cores mais alegres do que a eleita para a unidade ensaiada tendem a favorecer o modelo, atenuando essa sensação e aumentando o respectivo apelo.

Esteticamente, a nova Corolla Touring Sports só podia ser… uma carrinha Toyota! Sem apaixonar, nem desiludir, beneficiará de uma cor de carroçaria mais alegre do que a da unidade ensaiada

Esteticamente, a nova Corolla Touring Sports só podia ser… uma carrinha Toyota! Sem apaixonar, nem desiludir, beneficiará de uma cor de carroçaria mais alegre do que a da unidade ensaiada

No interior, embora também impere a sobriedade, é patente uma evolução bem mais significativa. Desde logo, em termos de ergonomia, mesmo que ainda persistam alguns botões em localização perfectível, como os instalados na secção inferior esquerda do tablier, local de acesso menos directo e visibilidade mais reduzida. A qualidade de construção é de nível superior, fazendo pleno jus aos pergaminhos da Toyota neste particular, e ainda que a escolha de materiais combine plásticos mais macios e agradáveis à vista nas zonas mais expostas e de maior contacto, com outros menos nobres nos locais mais recônditos, a verdade é que o rigor da montagem e a perfeição dos acabamentos asseguram uma robustez global digna de registo, fazendo prever um envelhecimento saudável e sem sobressaltos, mormente no que aos sempre irritantes ruídos parasitas diz respeito.

Espaço é o que também não falta a bordo da nova Corolla Touring Sports. Seja para todos os passageiros, e em especial no que concerne ao destinado às pernas de quem viaja atrás, a que há que juntar o fácil acesso a todos os lugares. Seja para bagagens, atributo sempre determinante numa carrinha: com praticamente 600 litros de capacidade, a mala é uma das maiores da classe, contando ainda com um plano de carga baixo, que facilita as cargas e descargas; como um portão traseiro de operação eléctrica; com um sistema de rebatimento do banco posterior a partir da própria bagageira; com uma rede separadora de carga; e com iluminação por LED.

O espaço oferecido a qualquer um dos passageiros é generoso, merecendo destaque o disponibilizado para as pernas dos ocupantes do banco traseiro

O espaço oferecido a qualquer um dos passageiros é generoso, merecendo destaque o disponibilizado para as pernas dos ocupantes do banco traseiro

Porque combinada com o nível de equipamento de topo da família, seria fácil adivinhar que a “nossa” Corolla Touring Sports 2.0 HSD Luxury fosse um automóvel superiormente dotado nessa matéria, seja no que diz respeito aos dispositivos de conforto, como aos sistemas de segurança e assistência à condução. O que se confirma, se bem que existam alguns elementos a merecer destaque especial, nomeadamente os bancos em pele clara, com encostos de cabeça reguláveis, mas aparentemente integrados: específicos desta versão, são deveras confortáveis e oferecem um apreciável apoio, muito ajudando a tornar o habitáculo mais refinado, distinto e exclusivo. Aliás, o revestimento, na mesma pele, de parte importante do tablier e painéis das portas, a parte do ambiente interior dominado por uma de quatro cores disponíveis especificamente para as versões Luxury, muito ajudam a aumentar o nível de qualidade percebida e a melhorar o ambiente a bordo, bem como  a disfarçar o já mencionado recurso a alguns plásticos menos nobres.

A partir de um posto de condução muito correcto, apenas ensombrado por uma visibilidade traseira algo limitada, quem segue ao volante da versão de topo da nova carrinha Corolla tem defronte de si um painel instrumentos digital efeito com efeito 3D, dominado por um sobredimensionado mostrador central redondo, senhor de um óptima legibilidade e muito funcional e informativo, que adopta motivos vermelhos quando seleccionado o modo de condução mais desportivo; e, ainda, um head-up display cuja legibilidade também não merece reparos. Já ao centro do tablier está o ecrã de 8” do sistema de infoentretenimento com navegação integrada e hotspot Wi-Fi, cujo único handicap poderá ser seu grafismo algo conservador, simplista até, praticamente igual ao utilizado em certos modelos da Lexus (o que está longe de ser mau termo de comparação, pelo menos para um Toyota Corolla…), mas cuja grande vantagem é ser tão completo quanto intuitivo.

Sobram elogios para a legibilidade, quantidade e qualidade da informação prestada pelo painel de instrumentos, pelo head-up display e pelo ecrã do sistema de infoentretenimento

Sobram elogios para a legibilidade, quantidade e qualidade da informação prestada pelo painel de instrumentos, pelo head-up display e pelo ecrã do sistema de infoentretenimento

Tudo pronto, portanto, para dar início à experiência de condução, em que a motorização híbrida é, sem dúvida, o principal elemento a ter em atenção. Aqui, o motor 2.0, com 152 cv e 190 Nm, combina-se com um motor eléctrico de 65 cv e 202 Nm, e com uma transmissão tipo CVT, para garantir uma utilização altamente convincente, assim lhe seja dado o uso para que foi projectado.

Extremamente suave, e até discreto, na esmagadora maioria das situações, este conjunto pauta-se por uma robusta capacidade de resposta e, principalmente, por excelentes consumos, em especial em cidade, onde médias abaixo dos 6,0 l/100 km estão ao alcance de todos, e sem grandes restrições em termos de condução. Para tal concorrem não só a máxima optimização do motor térmico, como o facto de este ser automaticamente desligado sempre que se retira o pé do acelerador, e de forma praticamente imperceptível para quem segue a bordo, condutor incluído. Aliás, actuando-se com delicadeza sobre o pedal da direita, é mesmo possível circular boa parte do tempo, em perímetro urbano, em modo eléctrico, até a velocidades para lá dos 100 km/h, o que só tende a concorrer para a inequívoca frugalidade desta unidade motriz – que, mesmo a ritmos de condução (realmente!) intensos, raramente supera os 8,5 litros de gasolina queimada por cada centena de quilómetros percorrida.

Claro que também existe um modo EV, que obriga o conjunto a funcionar no modo exclusivamente eléctrico, assim a carga existente na bateria o permita, mas, aí, a distância possível de percorrer nessas condições nunca será muito extensa, até por não ser a vocação do veículo. Pelo contrário, usufruir de uma condução mais dinâmica é, agora, uma realidade efectiva num Corolla híbrido, graças a esta nova motorização de 180 cv, para o que se sugere a selecção dos modos Sport do motor (que também oferece os modos Eco e Normal) e da transmissão (que ainda oferece comando manual em sequência através da respectiva alavanca, ou das patilhas colocadas no volante) – se bem que a actuação do segundo seja bem mais notória do que a do primeiro…

A par do rendimento mais substantivo, e das prestações que o mesmo permiute alcançar, o novo motor híbrido 2.0 HSd distingue-se do seu homólogo 1.8 HSD por um funcionamento mais suave e silencioso

A par do rendimento mais substantivo, e das prestações que o mesmo permiute alcançar, o novo motor híbrido 2.0 HSD distingue-se do seu homólogo 1.8 HSD por um funcionamento mais suave e silencioso

Seja como for, indesmentível é que, quando assim se pretende, a Corolla Touring Sports 2.0 HSD adapta-se bem a uma toada mais intensa, respondendo com prontidão às solicitações do acelerador, e progredindo com determinação e a bom ritmo até que sejam atingidos os 188 km/h no velocímetro, a que corresponderão os 180 km/h reais que o modelo tem como velocidade máxima permitida (o que não deixa de ser pouco para um automóvel com este nível de potência). Já os 0-100 km/h são cumpridos abaixo dos 8,5 segundos, ou seja, quase quatro segundos melhor do que na versão 1.8 HSD, sendo as recuperações igualmente convincentes, e ainda mais favoráveis quando comparadas com as da versão híbrida de acesso à gama.

O reverso da medalha, neste caso, é uma envolvência ao volante que ainda fica aquém  da de um automóvel convencional, e a caixa CVT, que obriga o motor a funcionar no seu regime máximo permitido sempre que as exigências são maiores, o que implica um ruído de funcionamento mais elevado do que o desejado, mesmo que bastante inferior ao do motor 1.8 HSD, e também menos esforçado, a que há que juntar a evolução registada ao nível do isolamento acústico do habitáculo, e a nova plataforma, mais rígida e capaz de filtrar melhor as vibrações. Contas feitas, o melhor desta motorização vem, realmente, ao de cima quando se pratica uma condução suave e descontraída, no fundo, a sua verdadeira vocação!

Já para o desempenho dinâmico sobram elogios, sendo sempre extremamente equilibrado, graças a um evoluído châssis, que combina de forma muito convincente um comportamento eficaz e um óptimo conforto de marcha em qualquer circunstância, com a vantagem de este ser garantido, não por um amortecimento excessivamente macio, mas por via da competência da suspensão na absorção das irregularidades do piso.

Conforto de marcha e eficácia dinâmica são atributos de topo da nova geração Corolla, apenas ensombrados pelo recurso a um equipamento pneumático nitidamente indigno da qualidade do châssis

Conforto de marcha e eficácia dinâmica são atributos de topo da nova geração Corolla, apenas ensombrados pelo recurso a um equipamento pneumático nitidamente indigno da qualidade do châssis

Também por isso, os movimentos da carroçaria são muito bem controlados, havendo ainda conta com uma frente precisa e rápida, uma traseira muito estável, uma direcção precisa, rápida q.b. e com um bom feedback, e um sistema de travagem devidamente dimensionado para as capacidades do modelo. Regra geral, as reacções da Corolla Touring Sports 2.0 HSD são neutras e previsíveis, apenas se lamentando que, nas situações mais exigentes, sobretudo para quem goste de conduzir com o controlo de estabilidade desligado, seja notória a incapacidade do equipamento pneumático montado na unidade testada (um sofríveis Falken Ztex ZE914 B de origem japonesa)para fazer justiça lidarem às capacidades do châssis. É pena, já que o novo Corolla merecia, sem dúvida, bastante mais e melhor…

Ainda assim, este “pormenor”, até porque facilmente solúvel (ainda que à custa do dispêndio de alguns euros adicionais…), acaba por não ensombrar a apreciação final de um carrinha que se revelou muito completa, uma excelente proposta familiar, inquestionavelmente das melhores da sua classe. Claro que, nesta versão de topo, a Corolla Touring Sports 2.0 HSD Luxury em apreço é a mais cara da gama, orçando em €41 720, mas também há que reconhecer que esta verba acaba por justificar-se, quer pelo extenso lote de atributos intrínsecos do modelo, quer por um generoso equipamento de série, em que nem falta um amplo leque de dispositivos de segurança e assistência à condução, bem pelo contrário, mais um domínio em que a marca japonesa merece ser felicitada. Para bolsas menos recheadas, é de referir, por fim, que, com motorização, a nova carrinha Corolla é proposta em Portugal desde €35 400, podendo ser adquirida desde €23 300 com o motor 1.2 Turbo a gasolina de 116 cv, e desde €28 385 com o motor híbrido 1.8 HSD de 122 cv.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag para os joelhos do condutor
Controlo electrónico de estabilidade
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão dianteira e detecção de peões e ciclistas
Sistema de assistência à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de monitorização do ângulo morto
Alerta de veículos pela traseira
Alerta de fadiga do condutor
Assistente aos arranques em subida
Sistema de estacionamento automático
Sistema de chamada de emergência
Travão de estacionamento eléctrico
Cruise-control adaptativo+limitador de velocidade
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Head up display
Bancos em pele perfurada
Bancos dianteiros +aquecidos
Banco do condutor com regulação em altura (eléctrica)
Banco rebatível 60/40
Volante multifunções em pele regulável em altura+profundidade
Patilhas de comando da caixa no volante
Direcção com assistência eléctrica variável
Sistema de infoentretenimento Toyota Touch2 com ecrã táctil de 8", 6 altifalantes, leitor de mp3, tomadas 2xUSB/Aux, sistema de navegação, hotspot wi-fi e mãos-livres Bluetooth
Carregamento por indução para smartphones
Acesso+arranque sem chave
Vidros eléctricos FR/TR
Vidros traseiros escurecidos
Retrovisor interior electrocromático
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis eléctricamente
Sensores de luz+chuva
Sensores de estacionamento traseiros+dianteiros
Câmara de estacionamento traseira
Ópticas dianteiras+faróis de nevoeiro por LED
Assistente de máximos
Portão traseiro eléctrico com abertura e fecho "mãos livres"
Tecto de abrir panorâmico
Barras de tejadilho em alumínio
Jantes de liga leve de 18"
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Kit de reparação de pneus

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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