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Volvo V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription

Artigo
Volvo V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription

Visão geral
Marca:

Volvo

Modelo:

V60

Versão:

V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription

Ano lançamento:

2021

Segmento:

Familiares médios

Nº Portas:

5

Tracção:

Integral

Motor:

2.0 Híbrido

Pot. máx. (cv/rpm):

340/5500

Vel. máx. (km/h):

180

0-100 km/h (s):

5,4

Consumos (l/100 km):

1,7-2,0 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

37-46 (Combinado WLTP)

Autonomia eléctrica (km):

50-58 (Combinado WLTP)

PVP (€):

€60 143/€67 197 (Unidade testada)

Gostámos

Preço mais competitivo face ao da versão de topo, Consumos, e prestações, Facilidade de utilização, Agrado de condução, Comportamento, Insonorização, Habitabilidade, Qualidade geral

A rever

Ausência de patilhas no volante para comando da transmissão, Conforto em mau piso

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Qualidade geral
9.0
Interior
9.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
8.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
9.0
Conforto
8.0
Equipamento
8.0
Garantias
6.0
Preço
7.0
Se tem pressa...

Por cerca de €2500 menos do que a versão de topo dotada de idêntico nível de equipamento, a Volvo propõe uma versão híbrida plug-in mais acessível da sua carrinha da gama média. O diferencial pode não parecer significativo quando em causa estão 50 cv e 50 Nm, as a verdade é que o ensaio à nova V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription prova que as prestações que oferece são praticamente idênticas às da versão T8 Recharge, assim como os consumos, tornando redundante gastar mais num automóvel que faz, basicamente, o mesmo. E a que não faltam argumentos, desde os comuns a toda a gama V60, como a estética primorosa, ou o distinto habitáculo, amplo e com uma qualidade geral de referência, a outros mais relacionados com a motorização que o anima, como a capacidade para percorrer cerca de 40 km em modo 100% eléctrico, os consumos comedidos ou as excelentes prestações

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Volvo V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription

Com o lançamento da V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription, a Volvo introduz no mercado uma mais acessível versão híbrida plug-in da sua popular carrinha familiar média. Porque equipada com uma derivação menos potente do grupo motopropulsor já conhecido dos modelos T8 Recahrge da marca sueca; e, no caso concreto, porque dotada do nível de equipamento intermédio (existindo, abaixo deste, o Inscription Expression; e, acima, o R-Design).

Seja qual for a perspectiva sob a qual a analisemos, são inúmeros os pontos em comum existentes entre a V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription e a sua “irmã mais velha” V90 animada pela mesma motorização, e já ensaiada pela Absolute Motors (saiba mais aqui). Até no plano estilístico tal acontece, o que nada tem de criticável, tendo em conta o apelo visual das mais recentes criações da Volvo, que parece manter-se com o passar dos anos, e que não deixa de ser corroborado pela respectiva aceitação.

Além do emblema específico, colocado no portão traseiro, e da portinhola se acesso à tomada de carregamento da bateria de alta tensão, existente no guarda-lamas dianteiro esquerdo, nada mais distingue a V60 T6 Recharge de qualquer outra versão da gama

Além do emblema específico, colocado no portão traseiro, e da portinhola se acesso à tomada de carregamento da bateria de alta tensão, existente no guarda-lamas dianteiro esquerdo, nada mais distingue a V60 T6 Recharge de qualquer outra versão da gama

No caso em apreço, elegância e distinção é o que não faltará à nova V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription, que se impõe, ainda, pela sua pose dinâmica, não faltando, até, quem considere mais bem conseguida a V60 do que a V90, por via das suas dimensões mais compactas e de uma mais efectiva proporcionalidade entre os vários volumes da sua carroçaria. Certo é que esta versão híbrida nada apresenta de novo neste particular, distinguindo-se das restantes versões de gama, fundamentalmente, pelo emblema T6 AWD Recharge colocado no portão traseiro, e pela portinhola adicional, colocada no guarda-lamas dianteiro esquerdo, que dá acesso à tomada de carregamento da bateria de alta tensão.

No interior também não se encontram novidades de maior, que não sejam as funções, informações e menus específicos, relacionados com a vertente eléctrica da unidade motriz. Significa isto que esta continua a ser uma das carrinhas mais desafogadas da classe em termos de habitabilidade e bagageira (cuja capacidade é a mesma da das versões com motores de combustão interna), da mesma forma que a decoração é tão sóbria quanto repleta de classe, e que tanto a qualidade de construção como os materiais utilizados são de nível superior, não temendo, de todo, a comparação com o que de melhor se faz no segmento nesta matéria.

Para o bem-estar a bordo concorrem, ainda, a simplicidade das soluções aplicadas e uma luminosidade interior tipicamente nórdicas. Assim como o óptimo posto de condução, assegurado pelo volante de dimensões e pega muito correctas, e com ampla regulação em altura e profundidade; pelos bancos multireguláveis e com um apreciável encaixe; pelo painel de instrumentos totalmente digital configurável; e pela óptima ergonomia. O sistema de infoentretenimento Sensus continua a primar por ser completo e intuitivo, comandado que é por um ecrã táctil de generosas dimensões e grafismo evoluído, montado na vertical.

O amplo espaço para passageiros e bagagens, a decoração sóbria e elegante e uma qualidade de construção e de materiais de nível superior continuam a caracterizar o interior

O amplo espaço para passageiros e bagagens, a decoração sóbria e elegante e uma qualidade de construção e de materiais de nível superior continuam a caracterizar o interior

Mas tudo isto é já bem conhecido de outras versões da V60, importando, aqui, dispensar maiores atenções aquilo que, efectivamente, faz a diferença nesta versão: a unidade motriz, e aquilo que mais directamente com a mesma está relacionado. Em concreto, a mesma resulta da combinação entre o motor 2.0 a gasolina turbocomprimido, de 253 cv e 350 Nm (menos 50 cv e menos 50 Nm do que na versão T8 Recharge), o mesmo motor eléctrico de 88 cv e 240 Nm da versão T8 Recharge (alimentado pela mesma bateria de iões de lítio com 11,6 kWh de capacidade) e a caixa automática de outo velocidades.

Para quem gosta de números, a potência combinada chega aos 340 cv (o binário máximo anunciado não é revelado pela casa de Gotemburgo, mas é possível antecipar ronde os 590 Nm), os 0-100 km/h foram nas nossas medições cumpridos em 5,5 segundos, e a velocidade máxima está, como em todos os Volvo vendidos novos desde de Janeiro passado, electronicamente limitada a 180 km/h. Por seu turno, a autonomia eléctrica anunciada é de 50-58 km no ciclo combinado segundo a norma WLTP, e uma recarga total da bateria demora 3h00m numa ligação a 16ª; 4h00 numa ligação a 10A; e 8h00m numa ligação a 6A.

Em condições reais de utilização, os consumos são muito semelhantes aos oferecidos pela V90 T6 Recharge, assim como a autonomia em modo totalmente eléctrico. O que significa que, sejam quais foram as circunstâncias, não é, propriamente, fácil percorrer muito mais de 40 km sem solicitar o motor térmico: em estrada, 43 km foi o que obtivemos; em auto-estrada o mesmo exercício resultou em não mais do que 32 km; e em meio urbano quedou-se pelos 37 km. Relativamente à condução citadina, há que salientar, ainda, que, fazendo bom uso da função “B”, activável através da alavanca de comando da caixa de velocidades, quando o modo de funcionamento totalmente eléctrico do motor está seleccionado, e a qual permite incrementar a intensidade da regeneração de energia em aceleração, é possível superar ligeiramente os 40 km de autonomia em modo eléctrico.

O modo de condução Pure permite percorrer um pouco mais de quatro dezenas de quilómetros em modo de condução totalmente eléctrico

O modo de condução Pure permite percorrer um pouco mais de quatro dezenas de quilómetros em modo de condução totalmente eléctrico

Apesar disso, também é verdade que, mesmo quando a carga da bateria, em tese, já se esgotou para ser possível rolar em permanência em modo totalmente eléctrico, ainda assim o sistema dispensa o motor térmico em inúmeras situações, mormente no início das (re)acelerações em condução citadina. O que ajuda a explicar os óptimos consumos obtidos até quando se circula, teoricamente, apenas com o motor gasolina a funcionar: menos de 6,0 l/100 km/h em estrada, um pouco mais de 7,0 l/100 km em auto-estrada e 8,5 l/100 km em cidade, valores que não deixam de ser dignos de registo para um automóvel com mais de duas toneladas de peso e 340 cv de potência, isto, claro está, desde que seja praticada uma condução civilizada e cumprindo os limites de velocidade.

Também a ter em conta nesta motorização, quando seleccionado o modo de condução “Pure” (100% eléctrico), o facto de a progressão estar limitada à capacidade de propulsão do motor eléctrico, já que o sistema apenas liga o motor de combustão quando vencida mola do kickdown do pedal do acelerador, e, mesmo assim, não raro com um atraso da reposta maior do que o desejável, característica que pode implicar uma substancial perda de velocidade nas subidas mais pronunciadas. Por outro lado, é possível, ou carregar a bateria em andamento, através do motor a gasolina, ou manter a carga na mesma existente, através das funções “Charge” e “Hold”, respectivamente, selecionáveis através do ecrã do sistema de infoentretenimento.

Ao mesmo tempo, a Volvo V60 T6 PHEV Recharge AWD oferece uma capacidade de aceleração fulgurante em qualquer circunstância, num ápice atingindo a velocidade máxima permitida. Os adeptos de uma condução mais empenhada poderão controlar a caixa de velocidades manualmente em sequência deslocando o respectivo selector para a esquerda e para a direita, quando seleccionados os modos de condução Power, Hybrid ou Constant AWD – apenas se lamentando não existam patilhas no volante para controlar esta função.  Com o modo “Power” a oferecer não só uma resposta mais célere e intensa do motor às solicitações do acelerador, como uma direcção mais firme, porventura a melhor das opções neste particular, já que, nas restantes, a mesma se revela excessivamente “leve”, o que tornaria bem-vindo um modo de condução personalizável, que permitisse combinar este atributo com um desempenho mais “ecológico” da unidade motriz.

Apesar do peso superior, e de um distinto equilíbrio de massas, por comparação com as versões animadas apenas por motores térmicos, a nova variante híbrida plug-in de acesso da Volvo V60 não deixa de oferecer uma condução fácil e segura, combinada com uma notável economia de utilização

Apesar do peso superior, e de um distinto equilíbrio de massas, por comparação com as versões animadas apenas por motores térmicos, a nova variante híbrida plug-in de acesso da Volvo V60 não deixa de oferecer uma condução fácil e segura, combinada com uma notável economia de utilização

Quanto ao desempenho dinâmico, nota positiva para o elevado conforto de marcha na generalidade das circunstâncias, embora, em ressaltos súbitos, como tampas de esgoto desniveladas, a suspensão tenda a esgotar com demasiada facilidade o respectivo curso, algo que as opcionais jantes de 19” montadas na unidade testada, revestidas por pneus de perfil mais reduzido, não ajudam a minorar. Já o comportamento é muito eficaz, tornando a condução extremamente fácil e segura, e se é inegável que, nos limites, é notória uma tendência ligeiramente superior para o soltar da traseira nos desequilíbrios de massa mais significativos, em parte devido ao maior peso imposto pela bateria de alta tensão, essencialmente incidente sobre o eixo posterior, também é inegável que a tracção integral ajuda a lidar solicitações com as situações mais exigentes em curva, assim como nos arranques sobre pisos de baixa aderência, uma vez que o motor a gasolina actua sobre as rodas dianteiras, e o motor eléctrico está instalado no eixo traseiro, fazendo mover as respectivas rodas.

Em casos realmente extremos, caberá à electrónica repor tudo no seu devido local, e resolver eventuais excessos, até porque apenas é possível inibir o funcionamento do controlo de tracção, mantendo-se o controlo de estabilidade permanentemente activo. Mas, importa sublinhar, tudo isto se aplica apenas quando conduzida a V60 T6 PHEV Recharge AWD  de um modo para o qual não foi, primordialmente, concebida, já que, as mais das vezes, mesmo os Michelin Primacy 4 montados de série garantem muita tracção e motricidade, do mesmo modo que o châssis assegura uma elevada estabilidade, e reacções honestas, previsíveis e fáceis de controlar.

Por tudo isto, a Volvo existe um dispêndio de €60 143, que é o valor a pagar pela nova V60 T6 PHEV Recharge AWD Inscription. Um diferencial de cerca de €2500 face à versão T8 Recharge de 390 cv com idêntico nível de equipaemnto, que poderá não parecer substancial face ao preço do modelo, mas que acaba por fazer desta a opção híbrida plug-in mais racional da gama, em termos de motorização. Isto porque a mais potente pouco acrescenta na prática, que não seja um ganho de décimas de segundo nas acelerações e reprises, dificilmente discernível em condições reais de utilização, embora, também haja que sublinhá-lo, os consumos sejam virtualmente idênticos em ambas.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Encostos de cabeça dianteiros activos
Encostos de cabeça traseiros rebatíveis electricamente
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Controlo electrónico de estabilidade
Sistema Pilot Assist
Assistente à manutenção na faixa de rodagem
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de coluisão frontal e reconhecimento de peões e ciclistas
Alerta de piso escorregadio
Assistente aos arranques em plano inclinado
Selector de modos de condução
Travão de estacionamento eléctrico
Cruise control+limitador de velocidade
Acesso+arranque sem chave
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Painel de instrumentos digital de 12,3″
Bancos em pele
Bancos do condutor com regulação eléctrica (incluindo apoio lombar e extensão do assento)
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante multifunções em pele, regulável em altura+profundidade
Alavanca de comando da caixa em cristal
Sistema multimédia com rádio digital DAB/leitor de mp3+tomadas 2xUSB
Mãos-livres Bluetooth
Sistema de navegação
Direcção com assistência eléctrica variável
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisor exteriores+interior electrocromáticos
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatíveis electricamente
Sensor de luz+chuva
Assistente de máximos
Sensores de estacionamento traseiros
Portão traseiro eléctrico
Rede de protecção de carga
Faróis por LED
Faróis de nevoeiro
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18″
Kit de reparação de furos
Sistema de monitorização da pressão dos pneus

Pintura exterior Birch Light (€923)
Pack Driver Assist (€1796 – inclui: cruise control adaptativo; sistema de monitorização do ângulo morto)
Pack Power Seats (€492 – inclui: banco do passageiro com regulações eléctricas e memória)
Pack Navi Tech &  Park Assist (€1316 – inclui: sensores de estacionamento dianteiros+traseiros; câmara de estacionamento traseira; sistema de som Harman Kardon com 14 altifalantes e 600 Watt)
Tecto panorâmico em vidro (€1568)
Fecho de segurança eléctrico das portas traseiras (€98)
Air Quality com purificador de ar (€277)
Jantes de liga leve de 19"+pneus 235/40 (€584)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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