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Jeep Renegade 1.0 Turbo 120 cv 4×2 Limited

Artigo
Jeep Renegade 1.0 Turbo 120 cv 4×2 Limited

Visão geral
Marca:

Jeep

Modelo:

Renegade

Versão:

1.0 Turbo 120 cv 4x2 Limited

Ano lançamento:

2018

Segmento:

SUV

Nº Portas:

5

Tracção:

Dianteira

Motor:

1.0 Turbo

Pot. máx. (cv/rpm):

120/5750

Vel. máx. (km/h):

185

0-100 km/h (s):

11,2

Consumos (l/100 km):

7,6 (Combinado WLTP)

CO2 (g/km):

169 (Combinado WLTP)

PVP (€):

€25 500/€34 600

Gostámos

Competência dinâmica, Motor suave e silencioso, Conforto, Agrado de condução, Linhas marcantes e apelativas, Imagem de marca

A rever

Caixa longa, Consumo citadino, Prestações modestas, Alguns plásticos

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Qualidade geral
7.0
Interior
8.0
Segurança
8.0
Motor e prestações
7.0
Desempenho dinâmico
8.0
Consumos e emissões
6.0
Conforto
9.0
Equipamento
7.0
Garantias
7.0
Preço
8.0
Se tem pressa...

A imagem de marca e uma estética deliciosa continuam a ser atributos fundamentais do mais acessível dos Jeep. Recentemente renovado, quando equipado com o novo motor de acesso a gasolina da família FireFly, o Renegade 1.0 Turbo de 120 cv e tracção dianteira passar a ser proposto a um preço mais em conta, oferece um desempenho dinâmico de alto nível, mas peca por prestações e consumos não mais do que medíocres

7.5
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Num universo cada vez mais popular, e, por via disso mesmo, com uma oferta cada vez mais alargada e abrangente, o Renegade é um daqueles modelos que ainda se destacam com relativa facilidade na sua categhoria. Seja por via da forte imagem de marca da Jeep na sua área preferencial de actuação, a dos todo-o-terreno, que tenta verter, de forma inequivocamente feliz, também para o segmento dos SUV (quanto mais não seja, no plano estilístico); seja por se tratar de um modelo ainda relativamente invulgar nas nossas estradas, pelo menos quando comparado com alguns concorrentes directos, o que não deixa de lhe conferir alguma exclusividade.

Recentemente, o construtor norte-americano decidiu proceder a uma actualização geral no seu modelo de acesso, aqui avaliado na versão Renegade 1.0 Turbo 4×2 Limited – a mecanicamente mais acessível, no caso dotada do nível de equipamento intermédio. E se as alterações operadas na carroçaria e habitáculo não foram de molde a criar uma distância intransponível face ao seu antecessor, o facto de ter sido este o modelo eleito pelo grupo FCA para estrear a sua nova família FireFly de motores modulares a gasolina, com injecção directa, turbocompressor e distribuição variável, faz redobrar de interesse a análise a esta proposta, tanto mais que em causa está a unidade de três cilindros e 120 cv, seguramente a mais procurada no nosso país, embora da oferta também façam parta as declinações de 150 cv e 180 cv do quatro cilindros de 1,3 litros.

Os novos grupos ópticos dianteiros (integralmente por LED em opção) e a grelha retocada são dois dos principais elementos que distinguem, exteriormente, a actualização recentemente sofrida pelo Renegade

Os novos grupos ópticos dianteiros (integralmente por LED em opção) e a grelha retocada são dois dos principais elementos que distinguem, exteriormente, a actualização recentemente sofrida pelo Renegade

A prova de que a estética é, sem dúvida, um dos principais argumentos de venda do Renegade residirá no facto de esta renovação ter-se traduzido em alterações mínimas neste particular, pouco mais incluindo do que uma grelha de novo desenho, novas ópticas dianteiras (integralmente por LED em opção, o que acarreta um custo adicional de €1000) e farolins traseiros igualmente por LED. Elementos que, sem perverter as linhas originais do Renegade, ainda assim, são suficientes para distinguir o modelo actualizado do seu antecessor, inequivocamente o resultado que a Jeep mais buscou, neste capítulo, com esta intervenção, pelos vistos, com êxito.

O interior também não apresenta diferenças de maior face ao conhecido do anterior Renegade. Se a habitabilidade é generosa, a capacidade da mala é apenas mediana, embora com um alçapão que, quando se dispensa o pneu suplente, ajuda a criar um espaço extra quando é necessário transportar maior quantidade de bagagem.

Por seu turno, a qualidade geral agrada, menos pelos materiais utilizados, quase todos plásticos duros (algo que acaba por ser menos notório quando se opta, como na unidade ensaiada, pelos revestimentos interiores em pele), do que pela robustez e rigor da montagem. Dignos de menção são ainda o posto de condução e a ergonomia correctos, e um sistema de som Beats Audio digno de encómios, também ele integrado num pacote de equipamento opcional.

O novo motor 1.0 turbo de três cilindros e 120 cv, da família FireFly, que tão boa conta de si dá no Fiat 500X, é bem menos exuberante quando instalado no Jeep Renegade

O novo motor 1.0 turbo de três cilindros e 120 cv, da família FireFly, que tão boa conta de si dá no Fiat 500X, é bem menos exuberante quando instalado no Jeep Renegade

E eis que é chegada a altura de avaliar aquele que é um dos principais trunfos do reovado Renegade: o seu motor. Uma unidade já analisada pela Absolute Motors quando instalada no Fiat 500X (saiba mais aqui), e que prima por um funcionamento suave e silencioso para um motor com arquitectura tricilíndrica, pela prontidão de reposta e por uma agradável vivacidade. Atributos que se mantêm quando convocado para locomover o Renegade, sem bem que com resultados deveras distintos dos alcançados quando destinado a cumprir a mesma missão no seu “primo” italiano.

Uma vez que o peso anunciado por ambos os modelos até é o mesmo, o mesmo sucedendo com as relações de transmissão (seja a de cada uma das seis velocidades, seja a final), não resta se não atribuir ao desempenho aerodinâmico, e aos opcionais pneus de medida 235/45R189 instalados no Jeep, a responsabilidade por tal situação. A verdade é que não é preciso um cronómetro para sentir, de imediato, ser o 500X 1.0 Turbo de 120 cv bem mais lesto do que o seu hómologo da Jeep equipado com o mesmo motor, algo que as nossas medições acabam por confirmar na plenitude: a perca, nas acelerações, chega a ser superior a 2,0 segundos; o mesmo acontecendo em algumas das recuperações, mormente as efectuadas nas relações mais altas – aqui chegando o Renegade 1.0 Turbo ao extremo de perder mais de 5,0 segundos na reprise 80-120 km/h 0-100 efectuada em sexta velocidade…

Menos mal que a diferença no isolamento acústico e nos consumos não é tão significativa, se bem que novamente favorável ao SUV da Fiat. Em cidade, médias abaixo dos 9,0 l/100 km só se alcançam com comedimento no pedal da direita e uma condução ponderada, e, ainda assim, a tendência é ficar sempre acima dos 8,5 l/100 km – com eventuais “distracções” a facilmente aproximarem a média dos dez litros de gasolina por cada centena de quilómetros percorrida. Já em estrada os valores são bem mais apelativos, desde que a velocidades moderadas e minimamente estabilizadas.

Com uma caixa de comando suave e preciso, embora não especialmente rápido, e relações tendencialmente longas, em particular as duas últimas, há que sublinhar que a progressão do Renegade 1.0 Turbo para lá dos 140 km/h tende a ser lenta e morosa, quase penosa a partir dos 160 km/h – também aqui exibindo um desempenho nitidamente distinto do do 500X com o mesmo motor. Apesar de tudo, também é forçoso reconhecer que o conjunto motor/caixa é suficiente para proporcionar uma condução agradável a ritmos mais moderados, desde que se não transporte a lotação completa, ou a carga máxima, ou se pretenda impor ritmos mais intensos.

Eficaz, fácil e agradável de conduzir, e sempre muito confortável, o Renegade 1.0 Turbo de tracção dianteira é um muito agradável companheiro de viagem nas tiradas mais longas, assim dele se não exija demasiado no capítulo das prestações

Eficaz, fácil e agradável de conduzir, e sempre muito confortável, o Renegade 1.0 Turbo de tracção dianteira é um muito agradável companheiro de viagem nas tiradas mais longas, assim dele se não exija demasiado no capítulo das prestações

Pelo contrário, o châssis com suspensões independentes às quatro rodas é digno dos maiores encómios, assegurando ao Renegade um desempenho dinâmico de bom nível. Através de uma direcção invulgarmente directa para um SUV, que, para mais, tenta estabelecer um paralelismo, através da estética, como até da firmeza da maioria dos comandos, com um todo-o-terreno convencional, é possível usufruir de uma frente rápida e precisa, de reacções sempre honestas, mesmo nas situações mais extremas, e de uma elevada estabilidade em todas as situações, graças a um correcto controlo dos movimentos da carroçaria.

Igualmente notável, o elevado conforto de marcha proporcionado em todas as situações, nos asfaltos menos bem conservados como no fora de estrada, inclusive com os opcionais pneus de perfil 35. Aqui, os limites mais concionantes são mesmo os impostos pela tracção apenas dianteiras, e pela reduzida vocação do equipamento pneumático para circular fora do asfalto, o que não significa que não seja possível desfrutar de agradáveis momentos ao volante e, estradões de terra.

Por fim, a vertente económica. Nesta versão intermédia de equipamento, o Renegade 1.0 Turbo 4×2 Limited não é, de todo, o modelo mais acessível da sua categoria, e até o equipamento de série apresenta algumas lacunas para um SUV do segmento B que custa mais de 25 mil euros, como seja a ausência de sistema de navegação. A prova disso está, ainda, na unidade ensaiada, com a qual é bem mais fácil conviver graças a um leque de opcionais detalhados na respectiva ficha que somam praticamente uma dezena de milhar de euros. Mais uma vez estabelecendo uma comparação com o seu “primo direito” no seio do próprio grupo italo-americano, é caso para dizer que a Jeep faz pagar bem os invejáveis prestígio e imagem que soube granjear ao longo dos tempos no mundo dos “TT”.

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais
Airbags de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Assistente aos arranques em plano inclinado
Alerta de saída involuntária da faixa de rodagem
Sistema de travagem autónoma de emergência com alerta de colisão
Sistema de leitura de sinais de trânsito
Cintos dianteiros+traseiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Travão de estacionamento eléctrico
Ar condicionado automático bizona
Computador de bordo
Painel de instrumentos digital de 15"
Cruise-control+limitador de velocidade
Banco dianteiros com regulação em altura+apoio lombar
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele/regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Auto-rádio DAB com leitor de mp3+ecrã táctil de 7"+3xligação USB+tomada Aux+6 altifalantes
Mãos-livres Bluetooth
Vidros dianteiros+traseiros eléctricos
Retrovisores eléctricos+aquecidos
Faróis de nevoeiro com função de curva
Sensores de estacionamento traseiros
Barras de tejadilho
Jantes de liga leve de 18”
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Pack Visivility (inclui: espelho retrovisor interior electrcromático; sensor de luz+chuva; assistente de máximos;

Pack Infotainment (€160 – inclui: sistema multimédia com navegação+ecrã táctil de 8,4"+auto-rádio DAB com leitor de mp3+3xligação USB+tomada Aux+6 altifalantes)
Pack Full LED (€1000 – inclui: ópticas dianteiras integralmente por LED+faróis de nevoeiro por LED+mas farolins traseiros por LED)
Pack Function I (€700 – inclui: retrovisores rebatíveis electricamente+acesso/arranque sem chave+ajuste do piso da mala+banco traseiro rebatível 40/20/40 com vão porta-skis+fecho remoto dos vidros)
Pack Winter (€600 –inclui: bancos dianteiros aquecidos+volante em pele aquecido+água do limpa pára-brisa  aquecida)
Tecto de abrir panorâmico (€1500)
Estofos em pele preta com inserções cinzentas (€1150)
Bancos dianteiros com regulações eléctricas de 8 vias (€500)
Jantes de liga leve de 19" com pneus 215/60 (€800)
Câmara de estacionamento traseira+sistema de monitorização do ângulo morto (€300)
Pintura exterior Branco Alpine (€550)
Roda suplente de emergência (€200)
Vidros traseiros escurecidos (€200)

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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