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Por dentro do novo Opel Mokka. Chega na Primavera

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Por dentro do novo Opel Mokka. Chega na Primavera

Apesar de já por várias vezes a Absolute Motors ter publicado diversa informação relativa ao novo Opel Mokka – por exemplo, quando foram reveladas as primeiras imagens oficiais e as principais características da versão totalmente eléctrica (saiba mais aqui), ou quando foi anunciada a sua oferta de motores convencionais (mais informação aqui) –, nem por isso deixa de justificar-se o regresso ao tema na sequência do primeiro contacto físico com o modelo, para mais em território nacional. Uma apresentação à imprensa que, não obstante ser não mais do que estática, e ainda com unidades pré-série, em que diversos elementos não eram os definitivos, ainda assim permitiu conhecer mais de perto a nova geração do SUV compacto da marca germânica, já disponível em pré-encomenda no nosso país, estando a chegada das primeiras unidades ao mercado prevista para Março/Abril do próximo ano.

Com a Opel a começar a retirar atributos evidentes da sua integração no Grupo PSA, seja em termos de rentabilidade, da recuperação da estratégia de electrificação da sua gama (nove modelos electrificados ou totalmente eléctricos em 2021, entre os quais já se inclui já a versão eléctrica do novo Mokka; electrificação total da oferta, com versões eléctricas ou híbridas plug-in, em 2024) ou do cumprimentos dos novos objectivos de emissões impostos pela autoridades europeia, o novo Mokka assume-se como uma proposta determinante para que o construtor de Rüsselsheim alcance as suas metas, nomeadamente a de recuperar o seu ADN no seio do consórcio gaulês. Para além de que lhe cabe introduzir a nova linguagem estilística que a centenária marca irá adoptar em todos os seus novos modelos nos próximos anos.

E não há como negar que o primeiro impacto decorrente do também primeiro contacto com o Mokka “ao vivo e a cores” decorre do seu apelo visual. Sem deixar de ser bastante fotogénico, a verdade é que este é um SUV que impressiona bastante mais quando observado no mundo real, em que se torna muito mais atraente do que em fotografia, também por parecer bastante mais imponente, não obstante os seus 4151 mm de comprimento (menos 125 mm do que o seu antecessor), 1791 mm de largura, 1531 mm de altura (1532 mm na versão eléctrica Mokka e) e 2557 mm de distância entre eixos (2561 mm no Mokka e).

Neste ponto, convirá recordar que o Mokka estreia a secção dianteira que o seu construtor decidiu baptizar como Opel Vizor, e que, no essencial, pretende evocar a viseira de um capacete, em que são agregados a grelha frontal, os grupos ópticos (por LED em todas as versões) e o novo logótipo da marca num único módulo de belo efeito estilístico, que se replica na traseira e acaba por marcar de forma indelével o modelo – e cuja inspiração proveio do Opel Manta original. Outra das criações da Opel que influenciaram o design do Mokka foi o CD Concept, o que explica, em boa parte, a adopção de linhas puras e simples, desprovidas de elementos supérfluos, as quais contribuem de forma decisiva para uma aparência exterior moderna e dinâmica.

No interior é replicado o conceito de supressão de todos os elementos supérfluos, destacando-se, aqui, o chamado Pure Panel, integrado num habitáculo totalmente digital e dominado pelos ecrãs de 12” e 10” na sua versão mais evoluída – um para o painel de instrumentos, o outro para o sistema de infoentretenimento. O espaço habitável é generoso, tanto à frente como trás (ainda que, neste último caso, o acesso seja perfectível, devido à elevada altura das longarinas e ao formato descendente do tejadilho), com a capacidade da bagageira a variar entre 350-1105 litros nas versões animadas por motores térmicos, e entre 310-1060 litros no Mokka e.

Quanto à qualidade geral, não seria justo fazer uma apreciação com base na observação de veículos que ainda se não encontram no seu formato definitivo de produção, mas tudo indica que, tanto ou mais do que os materiais, se imporá, nesta vertente, um rigor construtivo digno dos pergaminhos da Opel. Mais concreto é o posto de condução, acolhedor, a beneficiar de uma correcta ergonomia e elevado o suficiente para permitir um bom controlo da estrada, mas não excessivamente para condicionar o agrado de utilização.

Na base do novo Mokka está a mais recente geração da plataforma modular CMP (o que lhe permite ser, em média, 120 kg mais leve do que o seu antecessor), já conhecida de vários modelos, tanto da casa do raio como de outras da PSA, sendo este o primeiro Opel proposto logo desde o início da sua comercialização com motorização eléctrica e motores de combustão. O Mokka e combina um motor eléctrico de 136 cv e 260 Nm com uma bateria de iões de lítio com 50 kWh de capacidade (com uma garantia de oito anos ou 160 000 km), anunciando 3,7 segundos nos 0-50 km/h, 9,0 segundos nos 0-100 km/h, velocidade máxima electronicamente limitada a 150 km/h e uma autonomia máxima de 324 km, podendo o utilizador optar entre os modos de condução Normal, Eco e Sport. Apta a receber carga rápida, em postos de corrente contínua até 100 kW, a bateria pode recuperar 80% da respectiva capacidade em 30 minutos, aceitando, também, recargas em corrente alternada monofásicas ou trifásicas até 11,0 kW (neste caso, um carregamento total demora 5h51m).

Já a oferta de motores térmicos inclui o 1.2 Turbo de três cilindros, nas suas declinações de 100 cv e 205 Nm, e de 130 cv e 230 Nm, em ambos os casos conjugadas, de série, com uma caixa manual de seis velocidades, mas podendo a mais potente ter acoplada, em opção, uma caixa automática de oito relações. A opção Diesel está a cargo do 1.5 Turbo D, com 110 cv e 250 Nm, e caixa manual de seis velocidades.

Atributo adicional do novo Mokka é permitir combinar qualquer das motorizações com que é proposto com todos os quatro níveis de equipamento disponíveis na gama: Edition, Elegance, GS Line e Ultimate. Os preços iniciam-se nos €21 100 pedidos pelo Mokka 1.2 Turbo Edition de 100 cv (€23 600 no nível Elegance, €24 100 no nível GS Line, €27 100 no nível Ultimate); o Mokka 1.2 Turbo Edition de 130 cv custa €22 600 (€25 100 no nível Elegance, €25 600 no nível GS Line, €28 600 no nível Ultimate – sendo necessário dispender mais €2000 para aceder às correspondentes variantes dotadas de caixa automática); o Mokka 1.5 Turbo D Edition exige o dispêndio de €24 500 (€27 000 no nível Elegance, €27 500 no nível GS Line, €30 500 no nível Ultimate); e o Mokka e Edition está orçado em  €36 100 (€38 600 com o nível Elegance, €39 100 no nível GS Line, €42 100 no nível Ultimate).

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Sobre o autor
António de Sousa Pereira
Absolute Motors é um projecto de informação essencialmente dedicado à área dos motores, com particular foco nos sectores dos automóveis e das motos, mas sem prejuízo de cobrir qualquer outra área de interesse manifesto para os seus leitores.
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